Governo de Goiás decreta fechamento de comércio após avanço do coronavírus

Mesmo sendo uma orientação do governo estadual, as prefeituras poderão determinar como proceder em cada município.

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Nesta terça-feira (30), começou a valer no estado de Goiás o decreto do governo, Ronaldo Caiado (DEM), determinando o fechamento de atividades não essenciais pelos próximos 14 dias por conta do coronavírus.

Mesmo sendo uma orientação do governo estadual, as prefeituras poderão determinar como proceder em cada município.

Assim, algumas delas já decidiram que vão manter as atividades normalmente mesmo com a pandemia da covid-19.

Porque Goiás voltou a atrás da reabertura

Governo de Goiás decreta fechamento de comércio após avanço do coronavírus
Governo de Goiás decreta fechamento de comércio após avanço do coronavírus – Foto: Pixabay

A medida tomada pelo governo de Goiás aconteceu depois dee especialistas preverem que as unidades hospitalares do estado entrariam em colapso em julho.

O balanço mais recente da Secretaria de Estado da Saúde (SES), divulgado na segunda-feira, apontava mais de 23 mil casos confirmados de coronavírus, sendo que mais de 430 pessoas morreram com o diagnóstico da doença.

O que não deve funcionar em Goiás

Veja o que não deve funcionar nem mesmo nos dias previstos para abertura das atividades não essenciais:

  • Eventos públicos e privados de quaisquer natureza que sejam presenciais, como reuniões e uso de áreas comuns dos condomínios – churrasqueiras, quadras poliesportivas, piscinas, salões de jogos e festas, academias de ginástica, espaços infantis, salas de cinemas e/ou demais equipamentos sociais que ensejem aglomerações;
  • Salas presenciais de instituições de ensino público e privadas;
  • Cinemas, teatros, casas de espetáculo e similares;
  • Bares, boates e similares;
  • Academias poliesportivas;
  • Salões de festa e jogos.

O que pode continuar aberto em Goiás

Confira o que pode funcionar normalmente mesmo nos período de fechamento, segundo o decreto:

  • Farmácias, clínicas de vacinação, laboratórios de análises clínicas e estabelecimentos de saúde, sendo que devem ser reduzidos a 50% procedimentos de cirurgias eletivas, consultas e procedimentos ambulatoriais;
  • Cemitérios e serviços funerários;
  • Distribuidores e revendedores de gás e postos de combustíveis;
  • Supermercados e similares, não se incluindo lojas de conveniência, ficando expressamente vedado o consumo de gêneros alimentícios e bebidas no local, bem como o acesso simultâneo de mais de uma pessoa da mesma família no local;
  • Hospitais veterinários e clínicas veterinárias, incluindo os estabelecimentos comerciais de fornecimento de insumos e gêneros alimentícios pertinentes à área;
  • Estabelecimentos comerciais que atuem na venda de produtos agropecuários;
  • Agências bancárias e casas lotéricas, conforme disposto na legislação federal;
  • Produtores e/ou fornecedores de bens ou de serviços essenciais à saúde, à higiene e à alimentação;
  • Indústrias que fornecem insumos/produtos e prestação de serviços essenciais à manutenção da saúde ou da vida humana e animal;
  • Serviços de call center restritos às áreas de segurança, alimentação, saúde e de utilidade pública;
  • Atividades econômicas de informação e comunicação;
  • Segurança privada;
  • Empresas do transporte coletivo e privado, incluindo as aplicativos e transportadoras;
  • Empresas de saneamento, energia elétrica e telecomunicações;
  • Hotéis e correlatos, para abrigar aqueles que atuam na prestação de serviços públicos ou privados considerados essenciais ou para fins de tratamento de saúde, devendo ser respeitado o limite de 65% (sessenta e cinco por cento) da capacidade de acomodação, ficando autorizado o uso de restaurantes exclusivamente para os hóspedes;
  • Assistência social e atendimento à população em estado de vulnerabilidade;
  • Obras da construção civil de infraestrutura do poder público, de interesse social, penitenciárias e unidades do sistema socioeducativo, relacionadas a energia elétrica, saneamento básico ou hospitalares, além dos estabelecimentos comerciais e industriais que lhes forneçam os respectivos insumos;
  • Atividades comerciais e de prestação de serviço mediante entrega (delivery);
  • atividades destinadas à manutenção e conservação do patrimônio e ao controle de pragas urbanas;
  • Atividades de suporte, manutenção e fornecimento de insumos necessários à continuidade dos serviços públicos e das demais atividades sem restrição de funcionamento;
  • Desde que situados às margens de rodovias: a) borracharias e oficinas mecânicas; e b) restaurantes e lanchonetes instalados em postos de combustíveis;
  • Transporte aéreo e rodoviário de cargas e passageiros, observados os protocolos estabelecidos pela Secretaria de Estado da Saúde;
  • Atividades administrativas necessárias ao suporte de aulas não presenciais;
  • Estágios, internatos e atividades laboratoriais das áreas de saúde.

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