Governo Bolsonaro ignorou proposta da Pfizer por quase dois meses, diz Wajngarten

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Wajngarten, ex-chefe da Secom, disse que a carta com oferta de vacinas enviada pelo laboratório em setembro de 2020, foi respondida pelo governo Bolsonaro somente no mês de novembro. Ele fez a declaração durante o depoimento que prestou para os senadores da CPI da Covid-19, que tem como intuito investigar as omissões federais durante a pandemia. 

Mandetta informou que desde janeiro de 2020 vinha alertando o presidente mas que, mesmo assim, era pressionado para mudar a bula da cloroquina. Um dos presidentes da Anvisa informou também, em depoimento, que recebeu pressões para alterar a bula, durante uma reunião e que, logo depois de dizer que isso não era possível, o encontro terminou. 

Teich, ex-ministro da Saúde, também está acusando o presidente por não deixar com que o ministro tivesse autoridade durante o comando da pasta. No entanto, diz que no tempo em que permaneceu não foi pressionado por mudanças e tratamento precoce. 

O ex-chefe do órgão argumentou que a carta foi endereçada para Jair Bolsonaro; ao vice, Hamilton Mourão, e também aos ministérios da Saúde, da Economia, bem como à Casa Civil e ao embaixador do Brasil nos Estados Unidos. 

O Ministério da Economia está sendo acusado por não dar a devida atenção monetária para a pandemia e que Guedes não considerava a Covid-19 como relevante. O ministro deve ser chamado para depor. 

Mais sobre os depoimentos 

De todos os ministros da Saúde durante o governo Bolsonaro, apenas Pazuello ainda não compareceu para prestar os depoimentos. O mesmo entrou com um pedido de habeas corpus ao argumentar que não pode produzir provas contra si em depoimentos. 

“Até nove de novembro, ninguém havia respondido a essa carta”, acrescentou Wajngarten para reforçar o tempo em que a Pfizer esperou para que tivesse algum retorno.

O ex-chefe argumentou, entretanto, que a proposta inicial de compra não era de 60 ou 70 milhões de doses como é afirmado na mídia, mas de apenas 500 mil doses. “As propostas da Pfizer, no começo das conversas, falavam em irrisórias 500 mil vacinas”, afirmou.

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