Governador do Amazonas diz que não foi à CPI por onda de violência no estado

De acordo Wilson Lima, "o povo precisa mais [da sua presença] nesse momento". Além dele, outros oito governadores foram convocados

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Marcado para acontecer nesta quinta-feira (10), o depoimento do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) à CPI da Covid-19 terá que ficar para uma próxima. Isso porque o político não apareceu em Brasília, onde acontecem as oitivas, alegando que não poderia ir ao local por conta da onda de violência no estado.

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De acordo com o governador, “o povo precisa mais [da sua presença] nesse momento”. Importante lembrar que Wilson Lima era aguardado para esclarecer várias questões relacionadas à pandemia da Covid-19, como a aplicação de verbas federais repassadas aos estados e municípios.

Além disso, o político tem muito o que responder sobre o agravamento da crise sanitária em Manaus, no começo do ano. À época, a rede de saúde local entrou em colapso e pessoas morreram nos hospitais por conta da falta de oxigênio.

Wilson Lima
De acordo Wilson Lima, “o povo precisa mais [da sua presença] nesse momento”. Além dele, outros oito governadores foram convocados. (Foto: reprodução)

Habeas Corpus ao governador 

Para não ir ao depoimento, o governador foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitar um habeas corpus, que foi concedido pela ministra da Corte Rosa Weber e o liberou da presença obrigatória.

Em nota divulgada nesta manhã, Wilson Lima citou a “impossibilidade de se ausentar do estado neste momento em que está em andamento uma grande ação de segurança pública, para fazer frente aos recentes ataques do crime organizado no Amazonas”.

“A ministra ontem tomou a decisão e facultou a minha participação na CPI e eu optei por não ir, em razão de todos esses episódios que têm acontecido no estado do Amazonas em que eu preciso estar junto a população, coordenar essas ações na área de segurança. O povo precisa mais de mim aqui nesse momento”, declarou o governador.

Outros convocados 

Além de Wilson Lima, assim como publicou o Brasil123, outros oito governadores já estão com depoimentos agendados entre os dias 29 de junho e 8 de julho.

Todos defendem que as convocações violam o pacto federativo e a separação entre os poderes. Por conta disso, eles enviaram uma carta ao presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), com os mesmos argumentos.

“Temos um princípio que é importante ser respeitado, que é a independência dos poderes. Isso é um princípio básico e elementar, os direitos da constituição precisam ser garantidos”. Apesar das alegações, Aziz, negou o apelo e manteve as convocações.

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