Ginastas depõem contra abuso sexual de médico

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Simone Biles e Aly Raisman, ginastas norte-americas que competiram nas Olimpíadas de Tóquio, foram convocadas a depor sobre relatos de abuso sexual. O crime foi praticado pelo médico do comitê de ginástica olímpica dos Estados Unidos da América (EUA), Larry Nassar. 

 

Ginastas depõem contra abuso sexual de médico
Ginastas depõem contra abuso sexual de médico. (Imagem: CNN)

 

O depoimento sobre o abuso sexual nas ginastas ocorreu perante o Senado Federal norte-americano. O órgão aproveita para investigar a razão pela qual o FBR ignorou as denúncias feitas sobre o crime em ocasião anterior. Para complementar ainda mais o caso, Simone Biles e Aly Raisman contaram com o apoio das colegas ginastas, McKayla Maroney e Maggie Nichols, as primeiras vítimas de abuso sexual do médico no ano de 2015.

Na época, as ginastas denunciaram Larry Nassar à USA Gymnastics, mas nada foi feito. O caso teve novos desdobramentos somente agora com os relatos das novas vítimas, que resultaram em uma audiência depois do inspetor geral do Departamento de Justiça, Michael Horowitz, emitir um relatório responsabilizando o FGI por negligenciar as denúncias registradas. 

Esta atitude permitiu que o médico continuasse abusando sexualmente e, consequentemente, fizesse novas vítimas. 

Michael Horowitz e o diretor do FBI, Chris Wray, também testemunharam perante o Senado nesta quarta-feira, 15. Wray precisou enfrentar sérios questionamentos bipartidários, esclarecendo as razões pelas quais os agentes não deram a devida atenção ao caso e, muito menos, foram penalizados pela má conduta. Na oportunidade, o presidente do Comitê Judiciário do Senado, Dick Durbin, denominou as falhas do FBI como uma atitude “chocante”.

O trauma enfrentado pela ginasta, Simone Biles, foi traduzido em agressividade em busca de justiça. Por isso, em resposta ao questionamento do senador, Patrick Leahy, Biles declarou o deseja de ver todos os envolvidos neste caso fracassado e ignorado pelo FBI, devidamente processados.

Não somente Biles, mas todas as vítimas do Dr. Nassar estão ansiosas para vê-lo se responsabilizando pelos crimes praticados. Até então, todos os envolvidos estão livres e sem responder pelos atos. 

Aly Raisman também ressaltou durante o depoimento que deseja “responsabilidade genuína. Para ela, o julgamento deste caso significa a promoção de uma análise completa dos sistemas do FBI, do Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA e da USA Gymnastics.

Na visão da ex-ginasta Maggie Nichols, o caso está estagnado desde 2015 quando as primeiras denúncias foram feitas contra Nassar. Para Nichols, tanto a USA Gymnastics, quanto o Comitê Olímpico de Ginástica dos EUA e o FBI são os culpados pelo médico continuar abusando sexualmente de outras mulheres. 

Ela ainda lembrou que na época do abuso sexual era apenas uma adolescente de 15 anos de idade, e que além do ato em si, ele enviou mensagens em sua conta pessoal no Facebook, elogiando a aparência dela. Para ela, os sonhos olímpicos do verão de 2015 acabaram naquele instante, logo após o choque de realidade quando o seu treinador a ajudou a relatar o abuso sexual. 

“Eu denunciei meu abuso à USA Gymnastics há mais de seis anos. Até então minha família e eu recebemos poucas respostas e temos ainda mais perguntas sobre como isso foi permitido. Dezenas de outras meninas e mulheres no estado de Michigan foram abusadas depois”, destacou.

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