FREUD: biografia, frases, pensamentos e obras

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As ideias de Freud conseguiram se disseminar pela Europa e Estados Unidos, atraindo um enorme número de pessoas e grupos psicanalistas. Contudo, terapeutas famosas como Melanie Klein e Karen Horney se afastam completamente de suas ideias. Muitos especialistas desenvolveram suas ideias sobre as de Freud: Jung formula uma teoria de inconsciência coletiva enquanto Erik Erikson desenvolve-se através de um modo humanista. Apesar disso, em 1895 Sigmund e Josef Breuer publicaram seus estudos sobre a histeria.

Psicoterapia Cognitiva

Os psicólogos rejeitaram por um longo tempo as ideias de Freud e podemos observar esta situação na série que foi lançada no ano de 2020 pela Netflix: Todos duvidavam e contrariavam sua metodologia e ciência. Um exemplo fora Paul Watzlawick que questionou um dos conceitos básicos de teoria freudiana – a lembrança reprimida.

A psicologia cognitiva oferecia somente terapias baseadas em evidência, como a Terapia Racional Emotivo-Comportamental. A ênfase de Sigmund teve grande influência na terapia humanística e social. Portanto, sua psicanálise promoveu um enorme avanço na terapia cognitiva e psicoterapia humanista, criando nosso modelo atual sobre o inconsciente, impulsos e comportamentos.

“Vive, dentro da casa que sou eu, pensamentos proibidos, memórias que não queremos que venham à tona, dançam ao nosso redor na escuridão.” – Série Freud.

O inconsciente é a verdadeira realidade psíquica.

O inconsciente é um dos conceitos mais intrigantes da psicologia, nele, estão contidas todas as nossas experiências e mesmos. Como uma casa escura, somente com uma vela acessa. Era esse tema que fascinava o neurologista austríaco Freud: Desejava explicar tudo o que a psicologia de sua época não era capaz de explicar. Muitos que haviam tentando se aprofundar nestes estudos, temiam que esta parte do cérebro era incompreensível para o cérebro humano consciente.

O neurologista nos explica quais são as partes presentes no cérebro: consciente, pré-consciente e  inconsciente. Portanto, nossas características e ações são definidas por estes três fatores.

Freud e sua definição de histeria e hipnose

O neurologista conheceu o mundo do inconsciente ao descobrir o francês Jean-Martin Charcot, este, obtém um enorme sucesso ao tratar seus pacientes utilizando a hipnose. Charcot considerava a histeria um distúrbio mental causado por anormalidades no sistema nervoso, uma ideia que proporcionou um avanço em seus tratamentos. Contudo, Freud nunca conseguiu colocar em prática todo o conhecimento que obteve.

Após isso, conheceu o médico Josef Breuer, que tratava seus pacientes apenas pedindo-lhes que lhes descrevessem suas alucinações e desejos. Este, utilizava da hipnose para facilitar o acesso aos pacientes à lembranças traumáticas. Portanto, Breuer pôde concluir que os sintomas seriam produtos das memórias perturbadoras ocultas na mente humana, podendo dar voz aos pensamentos. Elas conseguiriam ser trazidas do inconsciente para o consciente, possibilitando o desaparecimento dos sintomas. O processo libera a emoção aprisionada e os sintomas tenderiam a sumir.

Freud se tornou amigo de Josef e juntos estudaram e desenvolveram novas metodologias de estudos sobre muitos distúrbios mentais. Após determinado período, publicaram o Estudos sobre a Histeria em 1895. Breuer ainda afirmava ter encontrado o novo método para liberar memórias reprimidas que seriam capazes de curar os pacientes.

A mente cotidiana

Para Freud, o estado ativo da consciência – a mente operacional a qual estamos cientes – é apenas uma fração do total das forças atuantes em nossa realidade psicológica. Portanto, o consciente existe em uma parte superficial, sendo de fácil acesso. Com isso, a mente consciente seria apenas a parte rasa de um universo psíquico.

O inconsciente pode abranger tudo e é acessado após o pré-consciente. Contudo, as nossas lembranças que não estão em nossa memória mas não foram reprimidas, habitam apenas uma parte da mente consciente. Portanto, somos capazes de trazer estas memórias facilmente, o oposto ocorre no inconsciente: ele funciona como uma caixa que guarda todas as memórias dolorosas e poderosas.

Freud afirma que quando certos pensamentos ameaçam inundar a psique, eles são retirados de nossa consciência comum e passam a ser armazenadas em nosso inconsciente.

“A mente é como um iceberg que flutua com um sétimo de seu volume, acima da superfície.” – Sigmund Freud

Pensamento dinâmico

O neurologista foi influenciado por Ernst Brucke, que procurava explicações para processos mecânicos e orgânicos na mente. O ser humano é um ser vivo e deveria se comportar como o Princípio de Conservação de Energia. Segundo essa lei, a quantidade total de energia permanece constante ao longo do tempo, não podendo ser destruída: apenas transformada e transferida. Seguindo esse conceito, criou-se o termo “energia psíquica”. Portanto, memórias jamais seriam destruídas e apagadas, nosso cérebro apenas muda o lugar onde ela será armazenada.

Com isso, um pensamento que é considerado inaceitável pelo consciente, ele será transferido para o inconsciente, esse processo pode ser definido como recalque.

Pulsões motivadoras e a relação com Freud

O inconsciente também pode ser considerado como uma área que influencia nossas pulsões biológicas. Essas pulsões nos orientam sobre quais decisões deverão ser tomadas para que possam satisfazer nossas necessidades. Portanto, ela nos move para a alimentação e a busca de um abrigo. Contudo, Freud afirmava que elas podem ser consideradas contraditórias desde nosso nascimento: ela é autodestrutiva e nos encaminha para a morte.

Então, o neurologista nos propõe uma nova teoria: o ID, ego e superego. O ID obedece aos impulsos do prazer e segue a pulsão primitiva. O ego atua sobre o Princípio da Realidade, segundo a qual, não podemos obter tudo o que desejamos mas devemos aceitar o mundo que temos. Este, é o auxílio moral da sociedade a auxilia o ID a conseguir o que deseja sem realizar ações terríveis.

Freud dizia que o inconsciente abrigava uma enorme quantidade de forças em conflitos, então, a função dessas forças contraditórias produz o sofrimento humano. Não é incrível como os seres humanos podem viver com depressão e neuroses?

Tratamento psicanalítico

Como o inconsciente é inacessível, podemos notá-lo através de sintomas que se manifestam pelo corpo. O sofrimento emocional seria considerado como o conflito no inconsciente. Então, Freud criou sua metodologia chamada de psicanálise: tal processo não é rápido e nem fácil. Suas sessões podem demorar anos para realizar o efeito desejado: a catarse.

Apesar desta parte da mente não ser acessível, ela pode se manifestar pelas nossas preferências e gostos. Então, durante o processo de análise, o psicanalista age como mediador, podendo interpretar essas mensagens codificadas entre o consciente e inconsciente.

“A pessoa não deve lutar para eliminar seus complexos, mas para entrar em acordo com eles; os complexos são guias legítimos da sua conduta no mundo.” – Sigmund Freud.

Existem muitas técnicas para realizar a análise, uma delas é a interpretação de sonhos. Segundo ele, todos os sonhos são manifestações de nossos desejos, quanto menos intensos, mais eles estariam disfarçados na mente humana. Como exemplo, o neurologista cita quando sonhamos que estamos nus: são memórias de nossa infância que não são censuradas. Então, quando nos sentimos constrangidos, geralmente as outras pessoas do sonho nos ignoram.

Prédios, escadarias e minas subterrâneas: todos esses objetos são sinônimos de sentimento sexuais reprimidos e se assemelham de forma codificada.

“A interpretação dos sonhos é a principal via de acesso para se conhecer as atividades inconscientes da mente.” – Sigmund Freud.

Acessando o inconsciente de Freud

Existem outras manifestações bastante conhecidas: o processo de associação livre. O ato falho é um colapso que pode revelar uma convicção ou um pensamento reprimido. É uma troca de palavra por outra que soa parecida, que sem querer revela sentimentos abstratos.

Freud utilizava a técnica de associação livre criada por Carl Jung: ele dizia uma palavra e os pacientes deveria dizer o que lhes vinha na mente. O processo se deve por associações automáticas provocadas por nossa mente.

É comum que muitos pacientes se encontrem de frente com emoções que já foram superadas, contudo, permanecem lutando dentro de nosso inconsciente. Portanto, como citado anteriormente, todas essas memórias se interligam e provocam uma série de sintomas no paciente.

Escola da psicanálise

Freud fundou a Sociedade de Psicanálise de Viena em 1908, a partir da qual, treinou sua metodologia e ciência. Contudo, com o tempo os alunos dividiram a sociedade em três ramos diferentes: freudianos (seguidores das ideias originais de Freud), kleinisianos (seguidores dos ideais de Melanie Klein) e os neofreudianos (grupo posterior ao neurologista com ideias mais amplas).

Principais obras de Freud

1900 – Interpretações dos sonhos;

1904 – Sobre a psicopatologia da vida cotidiana;

1905 – Três ensaios sobre a teoria da sexualidade;

1930 – O mal-estar da civilização.

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