Fotossíntese artificial é o futuro da energia, diz pesquisador em Cambridge

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O sol produz energia mais do que suficiente para as atividades humanas, mas ainda não conseguimos capturá-la o suficiente, aponta Erwin Reisner, professor de energia e sustentabilidade da Universidade de Cambridge.

Ele lidera uma equipe de pesquisadores tentando captar mais dessa energia livre.

Embora os painéis solares tenham feito grandes avanços nos últimos anos, tornando-se mais baratos e mais eficientes, eles apenas fornecem eletricidade, não combustíveis líquidos armazenáveis, que ainda são muito procurados.

 

Fotossíntese

 

“Se você olhar para o portfólio global de energia e o que é necessário, a eletricidade cobre apenas talvez 20-25%. Então a pergunta é: quando tivermos coberto esses 25%, o que faremos a seguir”, pergunta o professor Reisner.

Sua resposta é olhar para a natureza: “As plantas são uma enorme inspiração, porque aprenderam ao longo de milhões de anos como absorver a luz solar e armazenar a energia em portadores de energia.”

“Eu realmente acredito que a fotossíntese artificial será uma parte do portfólio de energia nas próximas duas décadas”, compartilhou.

Quando as plantas fotossintetizam, elas absorvem água e dióxido de carbono e utilizam a luz do sol para converter essas matérias-primas em carboidratos de que necessitam para o crescimento.

“Queremos replicar isto, mas não queremos realmente fazer carboidratos porque eles produzem um péssimo combustível, então, em vez de fazer carboidratos, tentamos fazer algo que possa ser mais facilmente utilizado”, diz o professor Reisner.

 

Eficiência

 

Um problema adicional é que as plantas não são realmente muito boas na fotossíntese, convertendo apenas cerca de 1 ou 2% da energia solar em combustível.

O Departamento de Energia dos EUA concluiu que, para que a fotossíntese artificial seja viável economicamente, a eficiência precisa aumentar para entre 5 e 10%.

A equipe do Prof. Reisner trabalhou em várias abordagens, incluindo um sistema que imita a fotossíntese natural, utilizando enzimas para dividir a água e criar hidrogênio para combustível.

Entretanto, a eficiência ainda é baixa e, como um gás, o hidrogênio é difícil de armazenar.

Talvez mais promissor a longo prazo seja o recente desenvolvimento por sua equipe de um pequeno dispositivo que converte luz solar, dióxido de carbono e água em oxigênio e ácido fórmico, um combustível líquido que tem uma alta densidade energética.

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