Financiamento: qual o valor de parcela devo aceitar?

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Se você está em busca de um financiamento, é preciso planejar muito bem as suas finanças pessoais antes de qualquer passo. Isso porque muita gente ainda pega dinheiro emprestado da forma errada, fica sem pagar e, com isso, acaba aumentando ainda mais as suas dívidas. Depois, fica difícil sair do vermelho e quitar todos os débitos.

Por isso, hoje vamos falar sobre como tirar o seu empréstimo da forma correta para qualquer cenário. Vale lembrar que a sugestão é um ponto de partida, mas você sempre deve analisar o seu caso especificamente.

Devo olhar os juros ou a parcela?

Muito se fala que o Brasil possui um dos maiores juros do mundo quando o assunto é financiamento. E isso é verdade, dado que os bancos emprestam a taxas muito maiores do que, de fato, captam esse valor. Por outro lado, na hora de pegar um financiamento, o principal dado analisado é o valor da parcela, dado que ela precisa caber no bolso.

Contudo, é importante que você analise as duas informações. Isso porque ninguém quer ficar pagando juros altos, ao passo que ninguém quer ficar pagando uma prestação eternamente. Por isso, o cliente escolhe entre arcar com menos parcelas e juros menos ou pagar parcelas menores, com prazos mais extensos, mas com juros menos atrativos no financiamento. E essa escolha deve partir da sua necessidade pessoal.

Isso porque você deve sempre se perguntar se pode esperar para fazer o financiamento. Se a resposta for positiva, faça isso, principalmente no atual momento da taxa Selic. Contudo, se você precisa de dinheiro de forma emergencial, é importante olhar as informações do seu empréstimo. Com esses dados em mãos, você consegue negociar taxas menores e formas de pagamento mais vantajosas para você.

Financiamento imobiliário recua no semestre
(Imagem: Pixabay).

Qual deve ser o tamanho da parcela do financiamento?

Que o cliente deve sempre pagar a menor taxa de juros todo mundo sabe. Contudo, a quantidade de parcelas e, principalmente, o valor dela, afetam muito a tomada de decisão. Diante disso, especialistas dizem que um financiamento não deve ultrapassar 40% do seu salário, principalmente quando o assunto é casa própria e automóvel.

Isso porque, de forma geral, são esses financiamentos que tomam a maior parte do seu dinheiro. Dessa forma, evite apertar demais as suas outras contas para manter o pagamento de apenas um produto. Além disso, vale lembrar que essa regra também permite que você encolha o número de parcelas para o menor possível, sem que isso afete as suas contas e mantendo elas saudáveis. Por último, mas não menos importante, uma parcela que cobre até 40% do seu salário permite que você tenha os outros 60% para gastar nas suas necessidades básicas, como supermercado e gastos em geral. Assim, contratar um financiamento deixa de ser uma decisão mal tomada e passa a ser um empréstimo estratégico.

Por isso, na próxima vez que você for analisar um financiamento, busque sempre reduzir as parcelas ao máximo possível, de forma a fazê-las caber no percentual de 40%. Além disso, com essa informação em mãos, tente diminuir os juros do financiamento mostrando que você é responsável com o seu dinheiro.

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