Fim do Auxílio Emergencial já impacta economia, dizem analistas

De acordo com os principais especialistas, os números econômicos de novembro já retratavam o cenário ruim com a redução do Auxílio

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O fim do Auxílio Emergencial pode ter um efeito muito ruim para a economia brasileira. Pelo menos é isso o que apontam alguns especialistas da área. De acordo com ele, o Brasil já está percebendo uma redução do nível de consumo.

Os donos de supermercados são os primeiros a sentir isso. Enquanto durou o Auxílio de R$600 na pandemia tudo estava muito bem para eles. Mas depois a situação piorou com a redução do benefício para R$300 a partir de setembro.

Isso, aliás, já teve impacto nos números econômicos de novembro. Os serviços avançaram 2,6%, mas ainda sem recuperar as perdas da pandemia. A indústria segue em processo de desaceleração com 1,2% e o comércio já registrou a primeira queda em seis meses de -0,1%.

Agora, o país está diante de uma situação complexa. Tirar o Auxílio Emergencial vai tirar o poder de compra de muita gente ao redor do país. Colocar o Auxílio Emergencial compromete as contas públicas. O resultado para as duas opções não é bom. Pelo menos é isso o que dizem os especialistas.

Há ainda outra escolha difícil. É que a pandemia ainda não acabou. Se os governadores fecham todos os serviços, as pessoas perdem o emprego e não têm mais auxílio emergencial. Além disso, as empresas podem fechar e o caos se instala.

Mas se os governadores abrem tudo, a situação também não é fácil. Isso porque pode acontecer um colapso no sistema de saúde. Isso também é horrível para a economia. Por isso, no final das contas os governantes estão em um momento de muita reflexão.

Auxílio Emergencial

De acordo com o Ministério da Economia a saída para isso tudo é a vacinação. Se a população se vacinar, tudo tende a voltar ao normal. Isso porque as pessoas poderão voltar a trabalhar, ganhar dinheiro, gastar e os estados ainda perdem a chance de colapso no sistema de saúde.

O problema aqui é que ninguém sabe quando a vacinação vai começar de fato no Brasil. E mesmo que comece agora, o país não vai atingir imunidade com rapidez. Os trabalhadores que estão sem auxílio e sem emprego não conseguirão esperar todo esse tempo.

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