Fabrício Queiroz pede autorização da PM para adquirir arma de fogo no RJ

Queiroz ficou famoso por conta da denúncia do MP, que o acusou de ser o operador financeiro do esquema de “rachadinhas” no gabinete de Flávio Bolsonaro

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Conhecido por ser o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o recém livre da prisão, Fabrício Queiroz, pediu autorização para a Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro para adquirir e portar uma arma de fogo.

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Queiroz ficou famoso por conta da denúncia do Ministério Público, que o acusou de ser o operador financeiro do esquema de “rachadinhas” no gabinete do filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) quando ele era deputado estadual.

Até março deste ano, ele e a esposa, Márcia Aguiar, estavam presos por atrapalharem as investigações do caso. No entanto, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu liberdade para os dois, que foram detidos em junho de 2020.

Queiroz
Queiroz ficou famoso por conta da denúncia do MP, que o acusou de ser o operador financeiro do esquema de “rachadinhas” no gabinete de Flávio Bolsonaro. (Foto: reprodução)

Processo para Queiroz conseguir sua arma

De acordo com informações do canal “CNN”, Queiroz foi submetido e aprovado, sem ressalvas, por uma Junta Ordinária de Inspeção de Saúde, um colegiado que analisa se um policial militar pode ou não portar arma de fogo – diferente da posse, o porte é a permissão para que a pessoa ande e utilize o armamento.

Segundo a PM, este procedimento é comum na corporação e tem o intuito de avaliar se policiais, da ativa ou reformados, como é o caso de Queiroz, que já fez parte da entidade, estão aptos a portar uma arma de fogo. Dependendo do parecer da junta médica, o policial pode:

  • Ser plenamente apto;
  • Apto com restrições determinadas;
  • Ou proibido de portar a arma de fogo.

Caso das rachadinhas

Fabrício Queiroz, Flávio Bolsonaro e mais 15 pessoas foram denunciadas pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

De acordo com o MP, o senador desviou mais de R$ 6 milhões no esquema de retenção de parte dos salários dos funcionários que mantinha em seu gabinete. Conforme apontou as investigações, só Queiroz movimentou mais de R$ 2 milhões entre 2007 e 2018.

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