Europa aprova vacina da Pfizer contra a covid-19

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A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recomendou nesta segunda-feira (21) o uso da vacina Pfizer-BioNTech contra a covid-19. A autorização abre o caminho para o início da campanha de imunização na Europa, em 27 de dezembro. Os Estados Unidos começaram a aplicação da vacina da Pfizer na semana passada.

Os cientistas europeus concluíram que a vacina é segura e recomendam sua aprovação para a distribuição das vacinas em todo o bloco de 27 países. A Comissão Europeia ainda precisa carimbar a decisão antes que a vacina possa ser lançada.

A chefe da comissão, Ursula von der Leyen, disse que o bloco vai agora agir rapidamente e decidir sobre a autorização na noite desta segunda-feira. As empresas farmacêuticas também precisarão apresentar dados de acompanhamento sobre sua vacina para o próximo ano.

O presidente europeu do Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP), Harald Enzmann, disse que o estudo da vacina oferecia uma quantidade incomum de dados sobre como os idosos reagem à vacina. Cerca de 1.600 pessoas com mais de 75 anos participaram do estudo, o que não é comum. Nesse grupo, a vacina apresentou uma taxa de eficácia de 95%.

A agência estabeleceu o limite mínimo para vacinação em jovens de 16 anos. Além disso, Enzmann afirmou que não há dados suficientes sobre como as mulheres grávidas reagem à vacina. “Recomendamos uma decisão caso a caso porque depende da exposição e risco. O número de mulheres grávidas no estudo clínico está na casa de um dígito”, disse Enzmann em conversa com a imprensa na sede da agência, em Amsterdã.

Nova variante da covid-19 e vacina da Pfizer

Com relação à mais nova cepa de covid-19 que se espalha pelo Reino Unido, a agência afirmou que a vacina Pfizer-BioNTech “provavelmente oferece proteção contra a nova variante”. A notícia desse novo tipo da covid-19 fez vários países suspenderem voos do Reino Unido.

A nova variante é até 70% mais transmissível do que outros tipos, disse o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson. No entanto, “não há evidências que sugiram que seja mais letal ou cause doenças mais graves, ou que as vacinas sejam menos eficazes contra ele”, afirmou.

De acordo com o secretário de Saúde britânico Matt Hancock, a nova variante está fora de controle. O Reino Unido registrou 35.928 outros casos confirmados, ou seja, cerca do dobro do número de uma semana atrás.

O novo tipo da covid-19 é, atualmente, responsável por mais de 62% das infecções pela doença em Londres. Além disso, foi a causa de um lockdown adicional em todo o sudeste da Inglaterra.

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