EUA tem menor número de pedidos de auxílio-desemprego em quase 15 meses

Esta é a sexta semana consecutiva de recuo das novas solicitações no país, mas empresas seguem com dificuldades em encontrar mão de obra

0

Os Estados Unidos continuam registrando recuo nos pedidos iniciais de auxílio-desemprego. De acordo com os dados do Departamento de Trabalho norte-americano, houve 376 mil novos pedidos do auxílio na semana encerrada em 5 de junho. Esta é a sexta semana seguida de queda nos pedidos.

A saber, o número ficou abaixo dos 385 mil novos pedidos registrados na semana anterior. Em contrapartida, o nível superou as projeções de economistas, que indicavam 370 mil novos pedidos. Com a soma desse resultado, a média das últimas quatro semanas caiu de 458 para 428 mil novos pedidos.

Vale destacar que essa é a menor quantidade de novas solicitações desde 14 de maio de 2020, quando houve 282 mil pedidos de auxílio-desemprego nos EUA. À época, o mundo começava o enfrentamento à pandemia da Covid-19, decretada em março do ano passado.

A título de comparação, o pico de pedidos de auxílio-desemprego durante a crise entre 2007 e 2009 chegou a 664 mil. No entanto, esse nível foi menos que 10% do recorde de 6,867 milhões de pedidos registrados na semana encerrada em 28 de março e 2020.

Empresas sofrem para encontrar mão de obra nos EUA

No cenário atual dos EUA, o gradativo recuo dos pedidos de auxílio-desemprego acontece graças ao forte ritmo da vacinação no país contra a Covid-19. Também não há como esquecer os estímulos fiscais praticados pelo governo norte-americano, que contribui para o recuo das novas solicitações.

No entanto, essa retomada econômica dos EUA, mais forte a cada mês que passa, vem trazendo dificuldades para diversos setores econômicos. Em suma, muitas empresas continuam enfrentando desafios para encontrar mão de obra, com as dispensas seguindo em níveis recordes.

Essa realidade ocorre devido a diversos fatores, como o temor em contrair o vírus, a disponibilização de benefícios robustos aos desempregados e a falta de matéria-prima. Além disso, diversos pais ainda encontram dificuldades em conseguir creches para seus filhos, o que contribui para os problemas com mão de obra.

Leia Mais: Consumo mundial de café cresce 1,9% neste ano, aponta Embrapa

Veja Também:

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.