Estudantes das redes municipais seguem sem aulas

Estima-se que cerca de 13,3 milhões de estudantes matriculados nas redes municipais brasileiras não tenham previsão para retornar para as escolas.

1

A suspensão das aulas presenciais como forma de conter o avanço da pandemia do novo coronavírus foi uma das primeiras medidas de combate ao vírus tomadas no país, ainda no mês de março. A partir daí, as escolas começaram uma verdadeira corrida para adaptar os conteúdos ministrados em sala de aula ao formato digital. Os estudantes das escolas privadas brasileiras foram os menos prejudicados com a suspensão. Em melhor condição financeira, esses alunos têm acesso a internet e a um espaço físico adequado para que continuem com seus estudos. Entretanto, os alunos da rede pública e em situação de vulnerabilidade foram os mais prejudicados. 

Muitas vezes, esses estudantes não têm condições de estudar a distância, seja pela falta de um aparelho eletrônico ou pela indisponibilidade da internet. Dessa forma, muitos aguardam um possível retorno das atividades presenciais para que possam concluir o ano letivo.

13,3 milhões de estudantes da rede municipal estão afastados

A União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação com Itaú Social e Fundo das Nações Unidas (Unicef) divulgou na última semana uma pesquisa sobre o retorno dos estudantes às salas de aula. De acordo com a pesquisa, 3.769 redes municipais ainda não possuem previsão para voltarem com as aulas presenciais. Acima de tudo, isso acontece em decorrência da dificuldade para estabelecer os protocolos sanitários necessários, uma vez que a pandemia ainda não está controlada. Como resultado, 13,3 milhões de estudantes seguem fora das escolas. Cerca de 60% das escolas entrevistadas sequer começaram a definição desses protocolos.

Em contrapartida, 96% das escolas que participaram da pesquisa afirmam que os estudantes receberam algum tipo de atividade a ser desenvolvida na pandemia. Dentre elas, 84% teriam adotado meios alternativos de entrega de atividades, que não dependem da conexão com a internet. Por exemplo, a transmissão de aulas por meio da televisão e a entrega de material impresso.

1 comentário
  1. […] parte dos estudantes ainda é prejudicado pela falta de acesso à internet. De acordo com uma pesquisa da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação com Itaú Social e Fundo das Nações […]

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.