Especialistas do Reino Unido contestam volta das aulas no país

Britânicos continuam se aglomerando nas ruas

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O Reino Unido tem vivido discussões bem parecidas com as ocorridas no Brasil quando se trata da volta das aulas. Ao mesmo tempo em que uma parte das autoridades e da sociedade concorda que é a hora de retornar às aulas presenciais, os especialistas em saúde contestam, declarando que a aglomeração que ainda acontece nas ruas já demonstra que os cidadãos ainda não estão levando a pandemia tão a sério.

No momento, há alguns pubs, tradicionais bares do Reino Unido, em funcionamento depois da flexibilização. Inclusive, essa é a principal razão para que os britânicos se aglomerem nas ruas: eles estão com os seus amigos tomando cerveja nesses pubs e, como consequência, disseminando ainda mais o coronavírus.

Para os especialistas, adicionar a reabertura das escolas a esse quadro é uma forma de assegurar que o país tenha um novo surto severo da COVID-19 e os seus hospitais voltem a ficar sobrecarregados.

Dessa maneira, já existem especialistas declarando que Boris Johnson, primeiro-ministro, deverá escolher se quer os pubs funcionando ou se prefere que as aulas presenciais sejam retomadas.

No momento, o país está com 46.000 óbitos e com mais de 302 mil casos confirmados da doença.

Crianças na escola em meio à pandemia: quais os riscos?

A dúvida dos especialistas britânicos não é diferente da dúvida de quem atua em outros países, inclusive no Brasil. O grande medo é relacionado à dificuldade em controlar crianças e adolescentes, sendo difícil garantir que eles realmente manterão o distanciamento social, sem se abraçar e usando as máscaras o tempo todo.

Também existe bastante insegurança relacionada à saúde dos funcionários e dos seus familiares, além dos familiares dos próprios alunos, dentre os quais costuma haver pessoas do grupo de risco.

Na China, por exemplo, surgiu uma filmagem na qual as crianças chegavam à porta de uma escola e eram imediatamente higienizadas pelos funcionários da escola, que também limpavam as suas mochilas e lancheiras.

Mesmo com esse tipo de cuidado, especialistas ainda defendem que as aulas só recomecem em 2021.

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