Espanha proíbe diferença salarial entre homens e mulheres no país

Com a decisão, empresas terão seis meses para realizar uma adaptação às novas regras. Diferença salarial será crime

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A Espanha bateu o martelo e decidiu que não pode mais existir diferença salarial entre homens e mulheres no país. Pelo menos não se eles trabalharem nos mesmos cargos. O Conselho de Ministros do país tomou a decisão nesta terça-feira (13).

Com a decisão, as empresas da Espanha vão ter seis meses para realizar as adaptações. Ou seja, se elas possuem empregados ganhando de maneira diferente precisam mudar isso até o final desse prazo. Caso contrário, pagarão multa.

E não é uma multa pequena. Para cada caso, a empresa que desrespeitar a regra pode ter que pagar uma multa no valor de 187 mil euros. Considerando a cotação atual, nós estamos falando de um montante de 1,2 milhão de reais.

Antes de pagar a multa, a empresa vai poder ter a chance de explicar o porquê da diferença salarial. Por exemplo, se ela conseguir explicar porque um homem está ganhando mais do que uma mulher no mesmo cargo e na mesma função, ela não paga. Mas se o argumento não convencer os juízes, a situação muda e chega a multa.

No Brasil

No Brasil, uma pesquisa recente mostrou que as mulheres recebem em média 23% menos do que os homens mesmo atuando nos mesmos cargos. Movimentos feministas afirmam que isso é resultado de uma “sociedade machista”.

Diferença salarial

O tema da diferença salarial não é novo, assim como também não é nova a polêmica. É que parte das pessoas afirmam que a decisão de pagamento precisaria ser da empresa, e não do estado. Ou seja, seria uma questão privada.

Mas boa parte das pessoas afirmam que o estado tem que agir para corrigir injustiças. Essas pessoas argumentam que os cidadãos que trabalham em empresas privadas são tão cidadãos como qualquer outro, e por isso precisariam dos mesmos direitos.

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