Espanha cria registro de pessoas que recusaram tomar vacina contra covid

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Enquanto que no Brasil o presidente Jair Bolsonaro sugeriu um termo de responsabilidade para quem tomar a vacina contra a covid-19 por causa dos efeitos colaterais, a Espanha vai registrar as pessoas que se recusarem a receber a dose. Nesta terça-feira (29), o ministro da Saúde espanhol, Salvador Illa, informou que as outras nações da União Europeia (UE) terão acesso aos dados.

“O que será feito é um registro das pessoas que foram oferecidas as vacinas e simplesmente rejeitaram”, disse Illa. Contudo, o ministro afirmou que a vacinação contra covid-19 não é obrigatória. Ele ainda enfatizou que as informações do registro não serão públicas com base nas leis de proteção de dados da Espanha.

Com a quarta maior população entre os países da UE com 42 milhões de habitantes, a Espanha começou a imunizar os cidadãos. Assim como os outros membros do bloco, o país usa a vacina da Pfizer-BioNTech depois da aprovação dos órgãos reguladores europeus. A aplicação da primeira dose aos grupos prioritários, idosos e profissionais da saúde, acontece nos 17 governos regionais do país.

A Espanha tem o nono maior número de casos de coronavírus do mundo. São mais de 1,8 milhões de contágios. De acordo com a Universidade Johns Hopkins, o país é o décimo maior em número de mortes, com pouco mais de 50 mil.

Contra o exemplo da Espanha

Enquanto isso, o vizinho Portugal distanciou a posição do sistema adotado pela Espanha, que vai registrar o nome das pessoas que recusarem receber a vacina. 

A diretora-geral da Saúde portuguesa, Graça Freitas, reiterou que a vacinação “é um ato voluntário e fortemente incentivado”. No entanto, o fato de existir uma pandemia não alterou até agora o protocolo e que “esta vacina vai seguir os mesmos trâmites das outras vacinas”.

“Há coisas que podem evoluir ao longo do tempo, mas, até à data, esta vacina é igual às outras. Apesar de ser nova, de ter sido feita em tempo recorde e de ter uma tecnologia diferente, não deixou de passar pelo crivo da Agência Europeia do Medicamento e não é um medicamento experimental”, ressaltou Freitas.

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