Enfermeira responsável por vazar dados de Klara Castanho é investigada pelo Ministério Público

Profissional da saúde pode perder seu registro após o caso

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O Ministério Público de São Paulo informou, na última segunda-feira (27), que está investigando a enfermeira responsável por vazar dados confidenciais da atriz Klara Castanho. A jovem, vítima de um estupro, relatou em carta aberta que foi ameaçada, logo após dar à luz, da notícia ser disseminada pela profissional de saúde.

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Em nota, o orgão destacou que Promotoria de Justiça da Infância e de Santo André frisa que todo o trâmite de adoção feito pela artista “seguiu integralmente o trâmite previsto no Estatuto da Criança e Adolescente”. Ademais, observa-se: “Com relação à suposta violação de sigilo profissional, já foi solicitada a apuração à Autoridade Policial, bem como o fato, conforme já noticiado publicamente, será apurado nas esferas dos órgãos profissionais. Outras medidas eventualmente adotadas pela Promotoria de Justiça, se o caso, observarão o sigilo que a matéria requer”.

A presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Betânia Maria dos Santos, afirmou ainda para a Globonews que a enfermeira que ameaçou Klara pode “perder o seu registro profissional”.

Relembre carta aberta da atriz

Após a live de Antonia Fontenelle -apesar da atriz não citar nomes – os internautas começaram a especular sobre quem seria a atriz da TV Globo que teria doado seu filho. Na noite do último sábado (25), Klara Castanho revelou que foi ela quem ficou grávida – vítima de um estupro – e decidiu doar seu bebê, como é seu direito.

“Esse é o relato mais difícil da minha vida. Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo. No entanto, não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e de um trauma que eu sofri. Eu fui estuprada. Não estava na minha cidade, não estava perto da minha família, nem dos meus amigos. Estava completamente sozinha. Não, eu não fiz boletim de ocorrência. Tive muita vergonha, me senti culpada. Tive a ilusão que se eu fingisse que isso não aconteceu, talvez eu esquecesse”, começou ela.

Klara revela que tomou todas as precauções após o crime, mas alguns meses depois começou a passar mal. Ao fazer uma tomografia, que foi encerrada antes do fim, ela descobriu que estava grávida. “Contei ter sido estuprada expliquei tudo o que aconteceu. O médico não teve nenhuma empatia por mim. Eu não era uma mulher grávida que estava grávida por vontade e desejo, eu tinha sofrido uma violência. E mesmo assim esse profissional me obrigou a ouvir o coração da criança, disse que 50% do DNA eram meus e que eu seria obrigada a amá-lo”, frisou a atriz.

Aos 21 anos, ela decidiu passar por todos os trâmites legais para colocar o filho para adoção, mas logo após o nascimento do bebê, em maio deste ano, ela foi ameaçada por jornalistas e pela própria enfermeira que participou do parto.

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