Emprego: centrais levam reivindicações à Economia

Após um ato unificado, centrais sindicais apresentam pauta de reivindicações ao ministério da Economia, sobre geração de emprego

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No fim da tarde da última quarta-feira (08/07), em Brasília, o presidente nacional da CUT Sérgio Nobre, junto com os presidentes da Força Sindical, UGT, CSB e NCST entregaram documento elaborado pelas Centrais Sindicais. De acordo com tal documento, as propostas visam, por exemplo, a preservação da vida, do emprego e renda, e uma agenda de retomada da economia no Ministério da Economia.

O documento foi entregue aos secretários de Previdência e Trabalho Bruno Bianco Leal, e do Trabalho Bruno Dalcolmo, de acordo com nota da CUT.

Ato para geração de emprego

Conforme informações, a reunião encerrou a agenda de atividades do ato unitário das centrais sindicais das centrais, que reuniu cerca de 80 sindicalistas na capital federal. A luta, de acordo com o presidente da CUT no ato é para ajudar o Brasil a sair da crise. Assim, segundo Nobre, retomar o rumo do crescimento com geração de emprego e justiça social.

Ainda, de acordo com Sérgio Nobre, os secretários se comprometeram a estudar o documento. O documento traz propostas para resolver os problemas econômicos e sociais enfrentados, hoje, pelo país que foram agravados pela pandemia do novo coronavírus.

Uma das propostas, por exemplo, é manter o auxílio emergencial de R$ 600,00 (R$ 1.200,00 para mães chefes de família), aprovado pelo Congresso Nacional, até o mês de dezembro. A Lei previa o pagamento de três parcelas. No final de junho, o governo decidiu pagar mais duas parcelas.

Durante o ato, ainda do lado de fora do Ministério da Economia, Sérgio Nobre, defendeu que o benefício seja permanente. “Precisamos de um programa de renda emergencial enquanto durar a pandemia. Isso, porque não tem emprego agora. Parte importante da população está vulnerável e precisa do auxílio para poder sobreviver.”, defendeu.

Crédito para pequenas empresas

Paralelamente, uma das propostas é dar crédito às pequenas empresas, a “fundo perdido”, desde que mantenham empregos. “Se não tiver, vai ser uma pandemia de quebradeira de pequenas empresas. E, essas, são as que mais criam empregos no Brasil.”, falou o presidente da CUT.

Os secretários se comprometeram a marcar uma nova reunião com todas as centrais. E, assim, discutir as propostas apresentadas pelas centrais. Segundo o presidente da CUT, eles disseram querer dialogar com o movimento sindical.

Sérgio Nobre alertou que “se as medidas não forem implementadas, o Brasil vai entrar numa crise mais grave do que a atual”.

Além disso, o documento entregue contém propostas de retomada e investimentos para a atividade industrial. Também, propostas para investimentos em infraestrutura e no setor habitacional.

A Manifestação

O ato unificado das centrais reuniu sindicalistas de seis centrais sindicais (CUT, Força, CSB, UGT, CTB e NCST), sem aglomeração, e, também, respeitando todos os protocolos de distanciamento social.

Na ocasião, os militantes puderam participar, também, de forma virtual, por meio do aplicativo Manif.app – que foi criado por sindicalistas franceses como forma de mobilização em tempos de pandemia.

Com informações da assessoria da CTU

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