Emancipação Cidadã: conheça o programa que deverá substituir o Bolsa Família

Programa prevê diversas mudanças na área social

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O Bolsa Família é, atualmente, o principal programa de assistência social e econômica que auxilia famílias em situação de vulnerabilidade. Além disso, o programa é de escala nacional e contribuiu para a superação da fome e da miséria em diversas regiões do país. No entanto, o governo tem trabalhado no projeto Emancipação Cidadã que deverá substituir o Bolsa Família.

Desde o início da gestão do governo Bolsonaro, diversos projetos foram pensados para modificar ou substituir o Bolsa Família, programa criado pelo ex-presidente Lula convertido em lei em 9 de janeiro de 2004, tendo, portanto, 17 anos de funcionamento.

Para o novo programa, o governo tem elaborado diversas mudanças. Ademais, tem várias intenções, a principal delas é deixar a marca do governo na área social.

Emancipação Cidadã: conheça o programa que deverá substituir o Bolsa Família
Emancipação Cidadã: conheça o programa que deverá substituir o Bolsa Família- Imagem: Divulgação Welton Araújo/ Veja

Programa Emancipação Cidadã deverá substituir o Bolsa Família

Não é de hoje que Bolsonaro e a equipe econômica demonstram o desejo de substituir o Bolsa Família por um programa que não tenha ligação com o Partido dos Trabalhadores (PT).

Tendo isso em vista, está em fase final o programa chamado Emancipação Cidadã que prevê o aumento do orçamento anual. Com a mudança, o valor destinado atualmente sobe de R$ 35 bilhões para 50 bilhões de reais.

Mas essa não é a única proposta que vem sendo arquitetada. Há a previsão de um auxílio-creche no valor de R$ 250 reais às famílias monoparentais com filhos em idade escolar. Assim como o planejamento de conceder empréstimos para os beneficiários que quiserem se qualificar profissionalmente por meio de cursos gratuitos. A intenção é que os participantes adquiram independência do programa social.

Também está em pauta a concessão de R$ 250 reais por mês durante um trimestre para moradores de áreas rurais que tenham uma porção de terra.

A ideia inicial é oferecer o benefício para que esse público aprenda a plantar e doar sua produção à rede socioassistencial da localidade em que vivem.

Mudança importante que acompanha o novo projeto

Além das mudanças citadas, com o programa Emancipação Cidadã, as faixas de pobreza e extrema pobreza serão redefinidas: a extrema pobreza estaria abaixo dos R$ 95 per capita e a pobreza seria compreendida entre R$ 95 e R$ 190 mensais.

Ademais, a idade máxima dos dependentes que hoje é de 17 ano subiria para 21 anos. Desse modo, o projeto deverá ser votado ainda esse ano visto a campanha eleitoral de 2022, na qual Bolsonaro tem apostado na vitória.

Veja ainda: Bolsa Família: somente Responsável Familiar pode fazer a contestação do auxílio emergencial 2021; saiba mais

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