Em entrevista, Nelson Teich critica a forma como o governo está estruturando o combate à pandemia

Para o ex-ministro da Saúde, a pasta precisa tomar a dianteira, mas não tem condições disso

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O ex-ministro da saúde, Nelson Teich, deu declarações fortes sobre a forma como o governo brasileiro vem tratando o surto de COVID-19. De acordo com ele, um dos problemas mais sérios é não haver um ministro oficial à frente da pasta: no momento, quem está interinamente no comando é o general Eduardo Pazuello.

Para Teich, o presidente Jair Bolsonaro precisaria nomear logo um ministro da saúde oficial, ainda que seja o próprio Eduardo, a fim de que a pasta tenha condições de assumir o controle da gestão da pandemia.

Os frequentes relaxamentos do isolamento social foram outro ponto que mereceram declaração do oncologista. Para ele, é preciso analisar com mais cuidado quando um local está com o surto controlado, afrouxa o isolamento e precisa retornar às medidas restritivas. De acordo com o oncologista, nem sempre é feito um balanço sobre a situação do lugar e o que fez os números de casos subirem novamente.

Ex-ministro declarou que a sua divergência com o presidente Jair Bolsonaro não era apenas pela cloroquina

Quando Nelson Teich se demitiu do cargo de Ministro da Saúde em 15 de maio, menos de um mês depois de ter tomado posse, todos acreditavam se tratar de uma divergência a respeito da prescrição da cloroquina. Porém, Teich declarou na entrevista à Rádio Eldorado que o problema não era apenas a cloroquina, mas sim dispensar tecnologia de forma que não traria retorno no combate ao surto de COVID-19.

Teich disse que o ministério da Saúde tem poucos recursos e, dessa maneira, era importante escolher muito bem onde eles seriam usados e investir na aquisição de cloroquina, sem benefícios cientificamente comprovados, era uma forma de desperdiçar a pouca verba que a pasta tinha.

Além de tudo, o oncologista salientou que a melhor opção para o Brasil agora é criar um plano de ação conjunto contra o coronavírus e “recomeçar do zero”, de acordo com as suas próprias palavras.

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