Em dose única, vacina da Johnson é aprovada nos EUA

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A agência federal dos Estados Unidos que trata de medicamentos, autorizou o uso da vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela multinacional norte-americana Johnson & Johnson. Os Estados Unidos são, portanto, o primeiro país no qual será possível o uso da vacina de dose única, ao contrário das outras disponíveis até agora no país, que requer duas aplicações.

A Food and Drug Administration (FDA) confirmou a aprovação no último sábado (27), por unanimidade, do grupo consultivo que avaliava sua segurança. Os primeiros embarques dos frascos da vacina nos EUA devem chegar nos próximos dias e a Johnson & Johnson prometeu entregar 100 milhões de doses até junho.

Conforme análise divulgada nesta semana pelo FDA, a vacina Johnson & Johnson oferece boa proteção contra as formas mais graves da Covid-19, reduzindo o risco de hospitalização e óbito por complicações da doença. A vacina também parece reduzir a disseminação do coronavírus pelos vacinados, mas os dados sobre esse aspecto ainda são preliminares.

A eficácia encontrada em média foi de 72% nos Estados Unidos e 64% na África do Sul. Contra as formas mais graves da Covid-19, a taxa de eficácia foi de 86% nos Estados Unidos e 82% na África do Sul, onde uma variante do coronavírus mais contagiosa se espalhou nos últimos meses. Apesar das taxas de eficácia serem inferiores a alguns fabricantes, a vacina da Johnson & Johnson tem a vantagem de ser de dose única e não precisa ser armazenada em freezers potentes.

Na semana passada, a Johnson & Johnson também havia pedido autorização de uso na União Europeia e a aprovação deve sair em meados de março. O bloco já reservou 200 milhões de doses da vacina Johnson & Johnson, com opção de compra de mais 200 milhões. 

Vacina da Johnson & Johnson

Ao contrário da Pfizer-BioNTech e da Moderna, que fabricam vacinas baseadas em RNA mensageiro, a J&J seguiu uma abordagem mais tradicional, como a AstraZeneca. A vacina é baseada em um adenovírus que não causa nenhum problema de saúde em particular, no qual foi inserido um gene contendo as instruções para fazer uma proteína de coronavírus. 

Quando uma dose é recebida, os adenovírus fazem com que certos tipos de células façam cópias da proteína, que é então reconhecida como uma ameaça pelo sistema imunológico. Dessa forma, nosso corpo aprende a desenvolver uma defesa contra a proteína do coronavírus, sem ter que entrar em contato com o próprio coronavírus, evitando os riscos envolvidos.

Esta solução não é nova. Já havia sido testado no passado com outros tipos de vacinas, incluindo as de combate ao Ebola. Uma vacina deste tipo é geralmente bem tolerada por nosso corpo e, em geral, não envolve reações adversas específicas.

Apesar da certificação de eficácia em dose única, outros estudos estão em andamento para avaliar se o uso de uma segunda dose pode aumentar a proteção da vacina. No entanto, os resultados só devem ficar prontos em alguns meses.

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