Ellen Jabour sobre politização em shows: “Medo de ser espancada”

A modelo manteve a fala polêmica que repercutiu no Twitter, em julho deste ano

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Ellen Jabour marcou presença na pré-estreia do documentário ‘Rock in Rio – A História’, em evento que ocorreu no Rio de Janeiro na última quarta-feira (3). Em conversa com o colunista Lucas Pasin do site Uol Splash, ela explicou sua fala sobre a politização em shows, especialmente os de rock.

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A modelo defintiu a postagem como um “tweet infeliz”, justificando que muitos não quiseram entender seu ponto de vista: “Falei que não gosto quando os músicos falam de política. Usei a palavra ‘falam’ para dizer que não gosto quando eles param a música para falar do assunto. Não disse que não gosto quando cantam. Cantar política faz parte, quase toda banda faz isso”.

Ellen utilizou como exemplo o show de Roger Waters no Brasil em 2018, quando o músico colocou no telão um #EleNão, contra Jair Bolsonaro, gerando xingamentos e vaias: “As pessoas vão embora porque ficam com medo de uma rebelião. Você está no meio da multidão. Fico com medo de nem sobreviver, ou ser espancada. Isso por conta da segmentação que a política causa. O show não é isso, é o momento de união das pessoas”.

Modelo diz que a politização em shows afeta os fãs

Nessa ocasião, Ellen Jabour diz que presenciou um homem urinando em uma mulher no show de Roger Waters após a declaração: “Quando eles [artistas] falam sobre política no show, o público já começa a olhar estranho um para o outro. Numa dessas ocasiões, mostraram o pênis. Um rapaz colocou o pênis para fora e fez xixi numa menina do meu lado. Para você ver o nível de agressão. Todos que estavam comigo quiseram ir embora porque se tornou perigoso. Eu fiz aquela postagem como um alerta querendo dizer que ficarei muito triste se os shows se tornarem lugares perigosos”.

“Num show do Roger Waters, por exemplo, é esperado que ele cante política nas músicas e até que ele dê uma ‘espetadinha’ numa coisa ou outra. Mas fale da política dele, do país dele, não do nosso. Ele não sabe o que passamos aqui. Não acho que seja apropriado comentar algo que traz tanto ódio”, finalizou ela, frisando a responsabilidade do cantor no palco: “Muita gente nem fala inglês, não sabe o que estão cantando. A melodia está no coração das pessoas. Você pode estar só sentindo a música e não exatamente concordando com cada palavra. Você interpreta do seu jeito a música, a fala não”.

 

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