Eletricista recebe indenização após tomar choque de de 25 mil volts

Eletricista em questão trabalhava para uma empresa terceirizada no Rio Grande do Sul. Ele vai receber uma indenização no valor de R$60 mil

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Um eletricista do Rio Grande do Sul vai receber uma indenização no valor de R$60 mil. Tudo porque ele tomou um choque de 25 mil volts. O choque acabou o deixando com um problema na mão esquerda e em outras partes do corpo.

Tudo começou ainda em dezembro de 2018. Esse eletricista começou a trabalhar para um empresa que prestava serviço para a Concessionária de energia elétrica do estado. Até aí tudo bem. E permaneceu bem por alguns meses.

Foi só em fevereiro de 2019 que tudo deu errado. Isso porque enquanto realizava o processo de trocas de postes da rede elétrica, o empregado sofreu o incidente. Ele tocou em um condutor de eletricidade que estava com a energia funcionando.

Foi aí portanto que ele acabou perdendo parte do movimento da mão esquerda e teve ainda outros danos no resto do corpo. O empregado, então, decidiu entrar na Justiça do Trabalho. Ele alegou que a culpa do incidente foi da empresa.

No processo, o eletricista argumentou que só tocou no condutor porque o equipamento que media a presença de energia no condutor estava estragado. Por outro lado, a empresa questionou: se ele não tinha certeza se o condutor estava com energia ou não, então por que ele tocou?

Choque no eletricista

Seja como for, o caso chegou na Justiça do Trabalho. Na primeira instância, a juíza Neusa Libera Lodi, da 2ª Vara do Trabalho de Sapucaia do Sul, decidiu que a empresa tem que pagar R$60 mil em indenização por danos morais, materiais e estéticos.

Além disso, a empresa ainda vai ter que pagar uma pensão vitalícia para o empregado. O Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (TRT-RS) manteve a decisão. A desembargadora Rejane Souza Pedra disse que as duas empresas possuem culpa no que aconteceu.

Mas ela lembrou que a perícia mostrou que o empregado pode se curar dos seus danos por meio de uma cirurgia. Caso o empregado faça a cirurgia e melhore, então a empresa poderá suspender a pensão vitalícia.

Cabe recurso no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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