Eleições no Peru: ativista de esquerda e populista de direita disputam a presidência

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Os dois candidatos que irão às urnas para as eleições presidenciais no Peru serão Pedro Castillo, um ativista de extrema esquerda, e Keiko Fujimori, uma populista de direita e filha do ex-presidente autoritário Alberto Fujimori. No primeiro turno das eleições, realizado no último domingo (11), os dois obtiveram, respectivamente, 19% e 13% dos votos. Ao todo foram 18 candidatos, nenhum deles claramente favorito.

Eleições no Peru
Candidatos à presidência no Peru: Pedro Castillo, um ativista de extrema esquerda, e Keiko Fujimori, uma populista de direita (Reprodução: BBC)

Os presidenciáveis do Peru

O ex-professor Castillo tem 51 anos e é o chefe do partido Peru Libero, de inspiração marxista e que tem o ex-presidente cubano Fidel Castro entre os principais modelos. Ele prometeu nacionalizar os setores de mineração, gás e petróleo e aumentar os impostos para investidores estrangeiros.

Durante a campanha eleitoral, Castillo argumentou que essas eleições eram uma luta de classes entre ricos e pobres, dizendo que eliminariam a desigualdade. A possível eleição dele é temida sobretudo pela classe empresarial do país, visto que entre um dos objetivos do plano de governo de Castillo é ampliar o controle estatal sobre a indústria e diminuir o poder econômico das empresas no Peru.

A adversária é Keiko Fujimori, líder do partido populista de direita Forza Popolare. Conforme a mídia local, ela é mais conhecida por ser filha de Alberto Fujimori, presidente do Peru que governou o país de forma autoritária de 1990 a 2000. 

Keiko já havia se candidatado à presidência duas vezes, em 2011 e 2016, perdendo as duas vezes. Ela ficou presa até maio passado sob a acusação de lavagem de dinheiro, e disse que se for eleita, vai libertar o pai, que também está na prisão cumprindo uma pena de 25 anos por corrupção e violações sistemáticas dos direitos humanos durante a presidência.

O vencedor da votação no Peru terá de lidar com um parlamento muito fragmentado em um país que teve cinco presidentes nos últimos cinco anos.

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