Educação sexual nas escolas: qual a importância?

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Sex Education é uma das séries mais assistidas na Netflix e aborda um assunto extremamente relevante: educação sexual nas escolas. O protagonista é  Otis Milburn, filho de uma sexóloga. Ele começou a dar consultas pagas para outros alunos que tinham problemas sexuais. Enfim, são muitas histórias bem estranhas!

Entretanto, o enredo aborda sobre muitos assuntos relacionados aos adolescentes como abortos, empoderamento feminino, insegurança e abuso sexual. Somente na terceira semana de janeiro foi uma das séries mais assistidas no mundo inteiro. Parece mesmo que a série chegou em um momento em que era necessário. O Brasil passa por situações obscuras em que a sala de aula é desvalorizada e o conservadorismo está em um momento pleno. Mas, será mesmo que a educação sexual não é importante?

O governo mostra total despreparo para lidar com os jovens. Como exemplo é possível citar o  Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) que criou uma campanha para que jovens adquirissem a abstinência sexual como prática para evitar a gravidez. Não se ensina sobre camisinhas ou sobre como os medicamentos podem cortar os efeitos da pílula anticoncepcional.

Gravidez na adolescência e a educação sexual

Só no ano de 2019, foram mais de 400 mil casos de gravidez na adolescência. Em escala mundial, são mais de 16 milhões de casos sendo que 2 milhões são de meninas abaixo dos 15 anos. Esses dados são do ano de 2018 da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS).

Além disso, 56% das gravidezes no Brasil são indesejadas. Como consequência, surgem as desestruturações e também as dificuldades de reconciliar a vida de antes com a maternidade. A Dra. Luciana Rodrigues Silva afirma que quando o governo desenvolve planos para barrar estes dados, está se comprometendo com milhares de jovens.

Vale ressaltar mais um dado alarmante: um relatório da ONU de 2010 indica que 12% das jovens entre 10 e 19 anos possuíam, pelo menos, um filho. A cada mil crianças que nascem, 68,4 eram de mulheres entre 15 e 19 anos.

Como consequência, a adolescente deve realizar a evasão escolar para cuidar da criança. Dessa forma, ao abandonar os estudos, os índices de sofrer com o desemprego podem aumentar. A questão vai além e envolve empoderamento, educação sexual e melhores condições de vida para a mulher. Vale ressaltar que a  situação socioeconômica contribui para que jovens não recebam informações sobre a maternidade e amamentação.

Aprender sobre educação sexual é evitar gravidez na adolescência, casos de abusos e muito mais!

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