Dormir na hora do expediente pode dar demissão por justa causa

Se o sono atrapalha as suas atividades, o seu empregador vai ter o direito de lhe demitir por justa causa por causa disso

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Foi dormir tarde e está trabalhando com muito sono? Cuidado para não cochilar no momento do seu trabalho. Isso pode dar uma demissão por justa causa. Independente do motivo do sono, o empregador tem o direito de demitir esse profissional.

Isso acontece principalmente quando se entende que a sua soneca está atrapalhando o seu trabalho. E aí não importa se é sono ou qualquer outra coisa. Se você realiza uma atividade que não seja do seu trabalho na hora do seu trabalho, então você pode sofrer uma demissão.

Nesta última semana, um caso assim apareceu nos tribunais do trabalho do Rio Grande do Sul. É que um homem que trabalhava como monitor de deslocamentos de caminhões sofreu uma demissão por justa causa. Seus empregadores disseram que ele dormiu no trabalho.

O profissional argumentou que estava trabalhando de madrugada na época da Greve dos Caminhoneiros. Por isso, ele disse que aproveitou a falta de caminhões para fechar as portas do seu escritório e estudar.

Mas esse argumento não convenceu o juiz Marcelo Papaléo de Souza, da Vara do Trabalho. Ele disse que os vídeos de câmeras de segurança mostram que o profissional trancou todas as portas do seu escritório e ficou lá por horas durante toda a madrugada.

Dormir no trabalho

Diante disso, o juiz disse que não interessa se ele estava dormindo ou estudando. O fato é que as gravações mostraram que ele estava fazendo outra atividade durante o seu trabalho. Por isso, o empregador tinha o direito de demitir por justa causa.

Ao passar por uma demissão por justa causa, um trabalhador perde uma série de direitos na rescisão do contrato. O principal deles talvez seja o seguro-desemprego. Por isso que o empregado precisa tomar muito cuidado para não passar por uma demissão assim.

O Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (TRT-RS) manteve a decisão da Vara do Trabalho. Seja como for, o empregado pode recorrer ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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