Doria convida ex-presidentes para tomar vacina; Collor nega

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O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), convidou os seis ex-presidentes do Brasil vivos para tomar a vacina CoronaVac no início da campanha de imunização. Para estimular a vacinação, o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, informou que procurou Michel Temer, Dilma Rousseff, Lula, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor e José Sarney. Três teriam confirmado a presença.

O Butantan soma 3,12 milhões de doses disponíveis para uso imediato que chegaram da China em menos de um mês. O último lote com 2 milhões de unidades chegou na última sexta-feira (18). A Coronavac é desenvolvida pelo instituto paulista com biofarmacêutica chinesa Sinovac Life Science. As vacinas, no entanto, ainda precisam da certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para serem distribuídas.

Conforme o UOL, o ex-presidente FHC confirmou o convite e disse que tomará a CoronaVac, caso ocorra a certificação e o imunizante esteja disponível. Para a CNN Brasil, o governador de SP afirmou que Temer e Sarney também teriam aceitado o convite.

Fernando Collor de Mello, por sua vez, foi ao Twitter para recusar o convite de Doria. “Agradeço ao convite feito pelo governo de São Paulo, mas não participarei do ato”, escreveu. Atualmente, Collor é senador de Alagoas pelo PROS.

A assessoria de Lula informou que “o ex-presidente irá tomar a vacina do Butantan assim que for disponível”. Ainda segundo o UOL, Dilma divulgou que não pretende ir a São Paulo tomar a vacina, já que mora em Porto Alegre. “Se o governador João Doria enviar a vacina, ela tomará a dose com imensa satisfação”, informou a assessoria da ex-presidente.

Campanha de vacinação

A ideia de usar ex-presidentes para a campanha não é uma novidade. Os Estados Unidos reuniram ex-presidentes para tomar a vacina contra a covid-19 em uma tentativa de incentivar a imunização. Em momentos diferentes, Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton anunciaram que irão tomar a vacina na frente das câmeras e ao vivo, se possível.

De acordo com o governo de SP, a ideia de convidar os ex-presidentes é uma forma de dar exemplo para a população. Parte dos brasileiros desacredita na vacinação, pensamento então encorajado pelo chefe do Executivo atual. Defensor do uso de medicamentos como a cloroquina para combater a covid-19, Jair Bolsonaro (sem partido) deixou claro que não vai tomar a vacina contra a covid

Na última quarta-feira (16), o governo federal lançou o plano nacional de vacinação. Durante a fase inicial, 50 milhões de pessoas foram divididas em quatro grupos prioritários porque estão mais expostas ao coronavírus ou são mais vulneráveis à doença.

De acordo com o plano, em geral, recebem as doses primeiro os idosos acima de 75 anos. Em seguida, as pessoas a partir de 60 anos. Quatro dos seis ex-presidentes têm mais de 75 anos e estão no grupo de risco, ou seja, com maior prioridade na campanha de imunização: Sarney (90 anos), FHC (89), Temer (80) e Lula (75). Dilma tem 74 anos, e Collor, 71.

Mandatos dos ex-presidentes convidados

  • José Sarney (MDB, 1985-1990)
  • Fernando Collor de Mello (PROS, 1990-1992)
  • Fernando Henrique Cardoso (PSDB, 1995-2002)
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT, 2003-2010)
  • Dilma Rousseff (2011-2016)
  • Michel Temer (MDB, 2016-2018)
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