Dólar tem leve queda em dia marcado por mudanças ministeriais

Avanço da pandemia da Covid-19 e dados econômicos pesam no pregão

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O dólar comercial encerrou esta terça-feira (30) um pouco mais barato. O dia ficou marcado pela repercussão da troca de seis ministros num único dia, na véspera, pelo presidente Jair Bolsonaro. Além disso, as preocupações em torno do avanço da pandemia da Covid-19 também pesaram na sessão, bem como a atualização de dados econômicos.

Assim, o dólar encerrou o dia 0,16% mais barato, cotado a R$ 5,7613. Apesar da queda no dia, a divisa americana acumula alta de 2,79% em março, até agora. Já em 2021, a parcial da moeda indica um salto firme de 11,07% ante o real.

Vale destacar a preocupação com o avanço da pandemia da Covid-19, que continua fortalecendo o dólar. Em resumo, no Brasil, a crise sanitária continua batendo recordes de casos e mortes quase diariamente. Os hospitais permanecem lotados, com filas enormes de pacientes esperando por um leito de enfermaria ou UTI, sem contar na escassez de insumos e equipamentos médicos. Enquanto isso, a vacinação ainda segue muito lentamente, num ritmo mais lento que o da própria pandemia.

 

Veja o que puxou o dólar pra baixo no dia

Apesar do avanço da pandemia repercutir, a questão política interna acabou pesando mais no pregão. Em suma, os investidores preferiram dar um voto de confiança às mudanças ministeriais realizadas na véspera. A saber, o presidente Bolsonaro realizou nesta segunda (29) a maior troca de primeiro escalão desde o início do seu governo, e isso em um único dia. Em síntese, seis ministros deixaram seus cargos. Assim, as mudanças aconteceram em: Ministério da Defesa, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Justiça, Casa Civil, Advocacia Geral da União (AGU) e Secretaria de Governo.

No dia, o BC também realizou um leilão de swap tradicional. Em síntese, esta operação equivale à venda de dólares no mercado futuro. O leilão aconteceu para a rolagem de até 16 mil contratos, cujos vencimentos são de dezembro de 2021 e abril de 2022.

Por fim, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou os dados de março do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). Nesse caso, o indicador que mede a inflação do aluguel subiu mais uma vez e acumula alta de 31,10% em 12 meses.

 

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