Dólar sobe pelo terceiro pregão seguido e chega a R$ 5,1614

Riscos fiscais e políticos do Brasil enfraquecem real frente dólar

0

O dólar comercial emendou a terceira alta seguida no pregão desta terça-feira, dia 22. A moeda americana subiu 0,76% e está cotada a R$ 5,1614. Esse é o maior valor em quase duas semanas. E a maior responsável por esse avanço é a nova mutação do coronavírus, que está circulando no Reino Unido. Aliás, vale mencionar que esta notícia impactou tão fortemente os mercados, que, nem mesmo a aprovação do pacote de estímulos à economia americana conseguiu segurar o dólar.

Em resumo, a nova mutação da Covid-19, a “VUI – 202012/01”, está se disseminando em algumas partes da Inglaterra. De acordo com autoridades britânicas de saúde, a nova cepa seria 70% mais transmissível. Com isso, cerca de 40 países de todo o mundo estão suspendendo viagens e comércio para o Reino Unido. No entanto, cientistas garantem que as vacinas são eficazes contra esta nova mutação, o que não quer dizer que a cautela tenha ido embora por completo.

Além disso, o Congresso americano finalmente aprovou, na madrugada de hoje, o tão aguardado pacote fiscal de US$ 900 milhões. O valor será destinado a famílias e empresas para enfrentar os efeitos econômicos da pandemia da Covid-19.

E foi nesses dois cenários, de receio com a nova cepa do coronavírus e a aprovação do estímulo à maior economia global, que o dólar conseguiu fechar a sessão no azul.

 

Veja detalhes internos que afetaram o dólar

As últimas altas devolveram pro dólar parte das perdas do mês. Contudo, a moeda ainda acumula queda de 3,46% em dezembro. O resultado é o inverso do registrado no ano, cuja apreciação chega a 28,72%. No Brasil, as preocupações com riscos fiscais e políticos também ajudaram a pressionar o câmbio. Em Brasília, uma PEC para repassar uma parcela das receitas do governo federal com impostos para os municípios está prestes a entrar em votação. Contudo, o secretário do Tesouro, Bruno Fucnhal, afirmou que a PEC, caso aprovada, vai criar uma despesa permanente ao governo, além de apresentar potencial para aumentar a taxa de juros e o desemprego do país.

Por fim, vale ressaltar que a aprovação do projeto em primeiro turno aconteceu em Brasília, em 2019, e teve o apoio do ministro da Economia, Paulo Guedes. À época, nem suspeitávamos que iríamos viver uma crise como essa.

 

LEIA MAIS

Ibovespa sobe 0,70% nesta terça (22) deixando um pouco do receito de ontem pra trás

Impacto fiscal de medidas contra Covid-19 chega a R$ 620,5 bilhões no ano

Avalie o Artigo:

Sucesso na Internet:

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.