Dólar sobe nesta quarta (7) após declarações do presidente Bolsonaro

Riscos internos e ata de reunião do Fed também repercutiram no dia

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O dólar comercial fechou esta quarta-feira (7) em azul, após dois pregões seguidos de queda. Esse avanço aconteceu, principalmente, por causa de declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre interferências na Petrobras. Outro ponto que também repercutiu no dia foi a divulgação da ata de reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos.

A saber, o dólar avançou 0,74%, encerrando o dia cotado a R$ 5,6404. Nesta quarta, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o aumento de 39% no preço do gás natural é “inadmissível”. Em resumo, a Petrobras anunciou na última segunda (5) que o preço do gás natural sofrerá reajuste de 39% em reais por metro cúbico a partir de 1º de maio.

Vale destacar que a Petrobras encerrou fevereiro com uma forte queda de 19% em suas ações na bolsa de valores brasileira. Isso aconteceu devido às interferências de Bolsonaro na estatal. Ele trocou o presidente-executivo da empresa, Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim Silva e Luna, mesmo tendo afirmado há poucos dias que “jamais” iria interferir nos preços praticados pela Petrobras.

Assim, com essas novas declarações, os investidores não deixaram de lembrar dos acontecimentos de fevereiro, que provocou uma reação negativa nos mercados. Aliás, pouco tempo depois, o presidente do Banco do Brasil, André Brandão, também deixou o cargo. Isso sem contar na troca de membros do conselho de ambas as empresas.

 

Riscos internos impulsionam dólar

Além disso, os riscos políticos continuaram preocupando os operadores, que ainda repercutem o Orçamento da União para 2021, cujo texto extrapola o teto de gastos. Nesse caso, para respeitar o teto, o governo precisaria parar de prestar determinados serviços públicos, o que é impensável.

Por outro lado, num cenário em que o furo do teto ocorra, também pode haver implicação ao presidente Jair Bolsonaro de cometimento de crime de responsabilidade, a chamada pedalada fiscal. Isso é apenas um indicativo da terrível situação política e fiscal na qual o Brasil se encontra.

Essa questão de mais gastos do que o permitido é reflexo direto do agravamento da pandemia da Covid-19 no país. A crise sanitária continua superando recordes de casos e mortes quase diariamente. Na véspera (6), o Brasil registrou, pela primeira vez, mais de 4 mil mortos pela Covid-19 em 24 horas.

Por fim, os hospitais permanecem lotados no país, com filas enormes de pacientes esperando por um leito de enfermaria ou UTI. Também há escassez de insumos e equipamentos médicos. Enquanto isso, a vacinação ainda segue em ritmo lento, não conseguindo superar a velocidade da disseminação do vírus.

 

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