Dólar registra quarta alta seguida e volta a bater os R$ 5,20

Tendência de redução do volume de negócios fortalece a moeda americana

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O dólar comercial registrou a quarta alta seguida no pregão desta quarta-feira, dia 23. A moeda americana subiu 0,75%, na contramão dos avanços gerais nas bolsas ao redor do mundo, e está cotada a R$ 5,2003. Dessa forma, a divisa acumulou ganhos de 2,33% na curta semana, cuja última sessão antes do Natal aconteceu hoje (23). No entanto, a moeda ainda registra perdas de 2,74% no mês de dezembro.

Em resumo, os principais fatores que deram força às bolsas ao redor do mundo vieram dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump afirmou não concordar com o envio do valor de US$ 600 dólares, definido no Congresso americano, às famílias em dificuldades. O presidente bateu o pé e espera que o valor suba para US$ 2.000. E, nesta quinta-feira (24), está prevista a votação desse ajuste.

Além disso, o novo presidente eleito, o democrata Joe Biden, está prestes a assumir o posto de Trump. Ou seja, os mercados estão ainda mais ansiosos, já que ele disse que irá trabalhar para que ocorra aprovação de mais uma leva de socorro à economia americana. E a entrada de mais dólares em circulação é tudo o que os mercados desejam. Assim, haverá retornos financeiros mais robustos neste período marcado por juros baixos. Isso acaba resultando na busca por ativos de risco, com o Brasil, o que enfraquece o dólar, tido por muitos como porto seguro em situações de cautela.

 

Redução do volume de negócios fortalece o dólar

O período de final de ano tende a reduzir o volume de negócios, o que torna o mercado mais propenso a sofrer variações bruscas. E, neste cenário, os investidores preferiram evitar mudanças importantes de posição antes do retorno das operações. Com isso, a moeda americana acabou beneficiada e seguiu o mesmo movimento ascendente das bolsas ao redor do mundo. Isso sem contar com o fato de os mercados minimizarem a recusa de Trump em sancionar o projeto de lei de quase US$ 900 bilhões para a economia americana. O objetivo da operação é enfrentar os impactos provocados pela Covid-19 no país.

Por fim, vale mencionar que as infecções e mortes provocadas pelo coronavírus continuam crescendo. Contudo, países suspenderam restrições ao Reino Unido, que afirmou, no início da semana, a circulação de uma nova variante 70% mais contagiosa do coronavírus em circulação no país. Assim, o ritmo de vacinação, especialmente no Reino Unido e nos Estados Unidos, marcou presença no radar dos investidores. Ou seja, a alta do dólar apenas confirma a cautela ainda presente nos mercados, mesmo com a injeção de dólar que está prestes a acontecer.

 

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