Dólar opera mais uma vez em queda, com otimismo externo

Agravamento da pandemia no país e riscos políticos e fiscais limitam recuo

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O dólar americano opera novamente em queda. No pregão desta quarta-feira (7), a moeda continua sofrendo pressão do otimismo vindo do exterior. A divulgação de dados econômicos positivos dos EUA indica uma forte recuperação de sua economia. Ao mesmo tempo, o mercado também repercute a nova projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o crescimento econômico global em 2021.

No entanto, o que realmente vem pesando na sessão é o pessimismo com a situação que o Brasil vem enfrentando atualmente. Em primeiro lugar, os riscos políticos e fiscais preocuparam, uma vez que o Orçamento da União para 2021, aprovado pelo Congresso Nacional, extrapola o teto de gastos.

Em resumo, para respeitar esse teto, o governo precisaria parar de prestar determinados serviços públicos. Por outro lado, havendo o furo do teto, pode existir também implicação ao presidente Jair Bolsonaro de cometimento de crime de responsabilidade, a chamada pedalada fiscal.

Toda essa questão de mais gastos do que o permitido é reflexo direto do agravamento da pandemia da Covid-19 no país. A saber, a crise sanitária continua superando recordes de casos e mortes quase diariamente. Ontem (7) mesmo, o Brasil registrou, pela primeira vez, mais de 4 mil mortos em 24 horas.

No país, os hospitais permanecem lotados, com filas enormes de pacientes esperando por um leito de enfermaria ou UTI. Também há escassez de insumos e equipamentos médicos. Enquanto isso, a vacinação ainda segue em ritmo lento, não conseguindo superar a velocidade da disseminação do vírus.

Com isso, por volta das 12h05, o dólar caía 0,53%, cotado a R$ 5,570. Na véspera, a moeda americana recuou 1,42%. Com essa queda, a parcial da divisa em abril passou a ser negativa (-0,51%). Agora, o dólar acumula avanço de 7,93% em 2021.

 

Otimismo externo impulsiona dólar

Ontem (6), o FMI divulgou uma nova revisão de suas projeções para a economia mundial em 2021. Segundo os dados do relatório, o Produto Interno Bruto (PIB) global deve crescer 6% neste ano, em vez dos 5,5% indicados pela última estimativa. E essa nova estimativa é reflexo do crescimento mais expressivo que os Estados Unidos devem registrar, 6,4% ante 5,1% da última projeção.

Além disso, o Departamento do Trabalho dos EUA, o payroll, divulgou dados do mercado de trabalho do país na semana passada. De acordo com o relatório, o mês de março registrou a criação de 916 mil novos postos de trabalho no país. Isso fez a taxa de desemprego nos EUA recuar de 6,2% para 6%, atingindo o melhor resultado desde agosto do ano passado.

Por fim, na China, a atividade fabril do país mostrou recuperação em março com aumento das exportações. Ao mesmo tempo, o índice mensal de manufatura do país também subiu em fevereiro, indicando expansão da atividade industrial. Em resumo, isso indica recuperação da segunda maior economia do mundo.

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