Dólar opera em queda firme no pregão desta quarta-feira (31)

Investidores analisam clima político interno e avanço da pandemia da Covid-19 no país

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O dólar comercial até que ficou perto da estabilidade nos primeiros momentos do pregão desta quarta-feira (31). Contudo, no final da manhã, a moeda americana já registrava queda firme. A saber, as preocupações em torno do avanço da pandemia da Covid-19 continuam no radar dos investidores. Contudo, muitos preferem focar nas mudanças ministeriais realizadas recentemente, que indicam uma melhora no cenário político interno.

Por volta das 12h, a moeda americana afundava 1,86%, cotada a R$ 5,6532. Aliás, o dólar encerrou o último pregão também recuando, mas de maneira bem menos expressiva (-0,10%). Apesar das quedas, a divisa americana acumula valorização firme de 11,07% ante o real na parcial de 2021.

O que vem impulsionando o dólar no ano é o avanço da pandemia da Covid-19 no Brasil. Em resumo, a crise sanitária continua batendo recordes de casos e mortes quase diariamente no país. Os hospitais permanecem lotados, com filas enormes de pacientes esperando por um leito de enfermaria ou UTI, sem contar na escassez de insumos e equipamentos médicos. Enquanto isso, a vacinação ainda segue muito lentamente, num ritmo mais lento que o da própria pandemia.

Nesta quarta, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) também divulgou os dados mais recentes do desemprego no país. Em suma, o Brasil possuía 14,3 milhões de pessoas desempregadas no trimestre encerrado em janeiro deste ano. Assim, a taxa de desemprego ficou em 14,2%, maior nível desde o início da série, cujo início ocorreu em 2012.

 

Mudanças políticas pesam no dólar

Apesar do avanço da pandemia repercutir, a questão política interna acaba pesando mais no câmbio. Em síntese, os investidores estão optando por dar um voto de confiança às mudanças ministeriais realizadas na última segunda (29).

A saber, o presidente Bolsonaro realizou a maior troca de primeiro escalão desde o início do seu governo, e isso em apenas um dia. Em síntese, seis ministros deixaram seus cargos. As mudanças aconteceram em: Ministério da Defesa, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Justiça, Casa Civil, Advocacia Geral da União (AGU) e Secretaria de Governo. E essas grande mudanças tendem a melhorar o clima tenso entre governo e Congresso, o que é bem visto pelos investidores.

Por fim, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) também divulgou dados sobre a confiança empresarial. O indicador caiu mais uma vez, emendando o sexto mês seguido de queda. Dessa forma, atingiu o menor nível desde junho do ano passado. E a crise sanitária é a maior razão para este dado.

 

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