Dólar opera em alta, puxado por riscos políticos e fiscais internos

Cenário externo também impulsiona divisa americana

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O dólar americano está operando em alta nesta sexta-feira (25). E isso acontece devido aos riscos fiscais e políticos já bastantes comuns do cenário doméstico. Em primeiro lugar, o retorno do auxílio emergencial continua no radar dos investidores, que temem uma piora da saúde fiscal do Brasil, já bastante fragilizada. Ao mesmo tempo, o risco de ingerência governamental em estatais do país preocupam os operadores.

Além disso, há bastante estresse global com a elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA. Em resumo, Jerome Powell, o presidente do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, reforçou ontem (25) que o Fed continuará com a política monetária vigente. Assim, as taxas permanecerão frouxas até as metas de inflação e emprego alcançarem o nível definido pela instituição financeira. No entanto, o nível de estresse dos mercados continua muito elevado, pois os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano continuam subindo.

Em resumo, a Petrobras sofreu diversas interferências políticas recentemente. Isso não foi visto com bons olhos pelo mercado. Por isso, na última terça (23), após a repercussão negativa envolvendo as interferências na estatal, o governo sinalizou que a mudança na Petrobras não representa um rompimento do “pacto liberal” realizado com o mercado. E, para reforçar isso, o presidente Bolsonaro entregou nesta semana ao Congresso Nacional uma Medida Provisória para a privatização da Eletrobras e o projeto de lei para a privatização dos Correios.

 

Veja mais detalhes do dólar no dia

Por volta das 12h40, o dólar comercial avançava 0,83%, cotado a R$ 5,5587. Este resultado também está sendo impulsionado pela questão fiscal doméstica. Em suma, os operadores discutem o retorno do auxílio emergencial, que aumenta a preocupação sobre a saúde fiscal do país, mal das pernas há meses. O medo, nesse caso, envolve o teto de gastos, tido como a âncora fiscal do país atualmente, e o impacto que essas novas rodadas do benefício causarão nos cofres públicos. E, claro, qual mágica precisará ser feita para que as despesas caibam dentro do teto de gastos, sem pedaladas fiscais ou excepcionalidades.

Por fim, o dia também está marcado pela divulgação dos dados sobre o desemprego no Brasil em 2020. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa média de desemprego anual é a maior já registrada pelo órgão, chegando a 13,5%. Além disso, 13,9 milhões de brasileiros encerraram o ano passado desempregados.

 

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