Dólar fica mais barato graças a exterior e fecha dia cotado a R$ 5,32

Bom humor externo e menor grau de preocupação com a inflação dos Estados Unidos enfraquecem moeda americana no pregão

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O dólar comercial começou a semana mais barato. No pregão desta segunda-feira (24), a moeda americana recuou 0,54% e encerrou o dia cotada a R$ 5,3240. A saber, o bom humor externo foi o principal fator para a queda da divisa no dia.

Em resumo, o pregão ficou marcado pela confiança global sobre os juros de referência dos Estados Unidos. Isso porque os investidores acreditam que as taxas destes juros continuarão em nível zero até 2023. Assim, as preocupações com a sua elevação ficaram um pouco esquecidas.

Aliás, o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, é o responsável pelas elevações de tais taxas. Além disso, o banco também pode finalizar os estímulos praticados nos EUA desde março do ano passado por causa da pandemia da Covid-19.

E foram estas duas possíveis ações que pesaram nos últimos pregões e fortaleceram o dólar. Para entender, quanto menos moeda em circulação, com o encerramento dos estímulos, mais cara ela fica. E quanto maiores os juros, menos rendimentos os investidores terão.

Dessa forma, com essas preocupações um pouco menos presentes nesta segunda, e com um volume menor no câmbio brasileiro, o dólar perdeu força. A propósito, a maior liquidez gerada pelo Fed vem limitando o fortalecimento da moeda americana desde o ano passado.

Se bem que isso não funcionou muito aqui no Brasil. O dólar chegou a encerrar 2020 com uma valorização de mais de 25% ante o real. Agora, em 2021, a situação poderia ter sido invertida, mas a moeda continua bastante valorizada e ainda acumula alta de 2,64% na parcial do ano.

Dados internos também repercutem e influenciam dólar

No cenário doméstico, os investidores repercutiram as novas projeções de economistas do mercado financeiro. De acordo com o Boletim Focus, do Banco Central, as estimativas elevaram novamente a inflação para 2021, que chegou a 5,24% e está prestes a superar o limite superior definido.

Os analistas também acreditam que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deva encerrar o ano mais forte, com um crescimento de 3,52%. Já o dólar e a taxa básica de juros, a Selic, continuaram estáveis. A moeda americana deve finalizar 2021 cotada a R$ 5,30, enquanto a Selic ficará em 5,50%.

Por fim, o país volta a mostrar maior preocupação com a pandemia da Covid-19. Com suspeitas de casos da variante indiana em alguns estados, há temores de uma terceira onda de infecções e mortes. E o Brasil ainda nem se recuperou da segunda onda.

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