Dólar fecha pregão com leve recuo em meio a dados da inflação dos EUA

Investidores seguiram atentos ao avanço maior que o esperado da inflação americana, mas aguardam decisão do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil

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O dólar comercial encerrou o pregão desta quinta-feira (10) perto da estabilidade. Com uma leve queda de 0,06%, a moeda norte-americana fechou o dia cotada a R$ 5,0657. Com o acréscimo deste resultado, passa a acumular queda de 3,04% em junho e de 2,34% na parcial de 2021.

No dia, o que prevaleceu foram os dados da inflação dos Estados Unidos, que vieram mais altos do que o esperado. Em resumo, houve variação de 0,6% maio, ficando abaixo da elevação de 0,8% de abril, mas superando a taxa de 0,4% projetada por economistas.

Com uma elevação acima do esperado, muitos investidores seguiram receosos com o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA. Isso porque a entidade pode modificar a política monetária praticada no país, elevando os juros e interrompendo os estímulos injetados na economia norte-americana.

Em suma, uma inflação mais alta geralmente significa que o padrão de vida da população também segue mais elevado. Por isso, o Fed pode alterar a política monetária, a fim de segurar a elevação da inflação. A propósito, a elevação dos juros de referência do país funcionam para desaquecer a economia.

No entanto, os investidores não querem que isso aconteça. Pelo contrário, esperam aproveitar por mais tempo o volume robusto de dólares em circulação, bem como a prática de juros próximos a 0%. Assim, eles continuam atentos às próximas reuniões do Fed para definir a política monetária dos EUA.

Dólar também sofre influência da expectativa com a Selic

Ao mesmo tempo que os operadores aguardam uma decisão do Fed, eles também não tiram o olho do Banco Central do Brasil. Isso porque o Comitê de Política Monetária (Copom) da entidade financeira deverá se reunir na próxima semana para definir as diretrizes da política monetária do Brasil, bem como a taxa básica de juros, a Selic.

Da mesma forma que ocorre nos EUA, uma taxa Selic mais alta acaba elevando os demais juros praticados no Brasil. Em síntese, a Selic funciona para aquecer a economia, quando amplia a oferta de crédito, ou para desaquecê-la, limitando a quantidade de moeda em circulação.

Os últimos acontecimentos, como a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado como a inflação oficial do Brasilmostram que a Selic deverá subir já na próxima reunião do Copom. A saber, juros mais altos tendem a favorecer o real ante o dólar, pois tornam os investimentos locais mais atraentes para os investidores estrangeiros, quando atrelados à Selic.

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