Dólar encerra semana cotado a R$ 5,58 em meio a incertezas fiscais internas

Última vez que a moeda encerrou a semana abaixo dos R$ 5,60 foi em 19 de março

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O dólar comercial encerrou a semana abaixo de R$ 5,60, após cair 0,71% ontem (17). Para ser mais exato, a moeda americana está cotada a R$ 5,5843. Aliás, na semana, a divisa acumulou perdas de 1,59%, mas ainda tem valorização firme de 6,24% em 2021 contra o real.

A saber, essa foi a primeira vez que o dólar fechou a semana abaixo de R$ 5,60 desde a semana encerrada em 19 de março. De lá pra cá, a divisa segue com bastante volatilidade, ora passando os R$ 5,75, ora abaixo dos R$ 5,60. E tudo isso vem ocorrendo em meio a muitas incertezas ficais internas.

Em resumo, a pandemia segue em níveis altos no Brasil, que vive o pior momento da crise. Milhares de mortes e dezenas de milhares de casos registrados todos os dias, além de filas de espera enormes para leitos em enfermaria e UTI. Enquanto isso, a vacinação ainda segue a passos lentos.

Riscos fiscais internos preocupam os investidores

Ao mesmo tempo, e também por causa da pandemia, riscos políticos, evidenciados com a CPI da Covid e o Orçamento para a União em 2021, continuam preocupando os investidores. No último caso, o texto ganhou aprovação do Congresso mesmo com o furo do teto de gastos, e isso não deixa o mercado feliz.

Esse teto de gastos públicos até pode ser ultrapassado, como aconteceu no ano passado, mas há questões específicas para isso. Por exemplo, em 2020, a decretação do estado de calamidade no Brasil por causa da pandemia permitia essa extrapolação do teto.

No entanto, em 2021, o país não está mais em estado de calamidade, pelo menos não no papel. Dessa forma, havendo o furo do teto, o presidente Jair Bolsonaro pode receber implicação de crime de responsabilidade fiscal, caso aprove o texto.

Em contrapartida, se Bolsonaro não aprovar o Orçamento, ele pode perder apoio da sua base parlamentar em plena CPI da Covid, que irá apurar as ações do governo federal no combate à pandemia no país. Por isso ele vem prendendo o texto há um tempão, e faltam poucos dias para a validade expirar.

Agora, resta saber qual decisão Bolsonaro irá tomar e quais consequências virão, tanto para o presidente quanto para o Brasil. Uma coisa é certa, o país enfrenta problemas demais e não há perspectivas para uma melhora dessa situação a curto prazo.

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