Dólar encerra segunda (30) com alta de 0,40%, chegando aos R$ 5,346

Ação dos Estados Unidos contra companhia chinesa fortaleceu a moeda americana

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O dólar comercial iniciou a semana subindo 0,40%, apesar de iniciar a sessão no vermelho. A moeda norte-americana reverteu o movimento no início da tarde e encerrou o pregão cotado a R$ 5,346. Dessa forma, interrompeu a trajetória de queda que marcou o mês de novembro, com uma variação negativa acumulada de 6,82%. Aliás, esta foi a retração mais intensa registrada em um único mês desde outubro de 2018, quando o dólar recuou 7,80% com o fim do período eleitoral.

Em resumo, a moeda operou em alta no dia, refletindo a decisão dos Estados Unidos em impor sanções a uma companhia chinesa. E isso aconteceu, pois, supostamente, a companhia vendia tecnologia à Venezuela. Assim, houve uma piora no clima de risco, o que acabou fortalecendo o dólar frente às divisas em geral. Ou seja, ativos de risco em todo o planeta apresentaram certo desgaste nesta segunda.

 

Veja detalhes da queda da moeda em novembro

O mês de novembro ficou marcado pelo desempenho de ativos de maior risco, que apresentaram bastante força. Em suma, isso aconteceu graças à vitória do democrata Joe Biden à presidência dos Estados Unidos e aos anúncios de vacinas contra a Covid-19. No primeiro caso, os investidores acreditam que haverá uma melhora na relação entre os EUA e a China com o novo presidente. Além disso, esperam por um pacote mais robusto de estímulos à maior economia do planeta. Já no segundo caso, anúncios sobre eficácia de vacinas contra a Covid-19 deram ânimo aos mercados, que torcem para o fim desta pandemia o mais rápido possível.

Por fim, houve alguns fatores domésticos que influenciaram o câmbio em novembro. O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou a continuidade do auxílio emergencial no caso de uma nova onda da Covid-19. Posteriormente, reafirmou o fim do auxílio, com discordância dos auxiliares. Em outras palavras, o mercado financeiro também subiu a estimativa para a inflação de 2020 pela décima sexta semana seguida, de 3,45% para 3,54%. A queda do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro também deve ser menor. A projeção para o tombo reduziu de 4,55% para 4,50%.

Também vale ressaltar a apreensão dos investidores em relação ao orçamento de 2021 do governo federal, bem como as medidas adotadas de ajuste fiscal para manter o equilíbrio das contas públicas.

 

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