Dólar encerra pregão no vermelho em dia de decisão do Fed

Divulgação de dados internos e CPI da Covid também influenciam câmbio

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O dólar comercial continua sua trajetória descendente. Nesta quarta-feira (28), a moeda americana ficou, novamente, mais barata. A saber, a divisa caiu 1,85% e encerrou o dia cotada a R$ 5,3591. Aliás, este é o menor nível de fechamento desde 2 de fevereiro, quando o dólar terminou o dia a R$ 5,3543.

Com o acréscimo deste resultado, o dólar agora passa a acumular perdas de 4,77% em abril, visto que iniciou o mês cotado a R$ 5,6276. Em contrapartida, a moeda ainda possui valorização firme na parcial de 2021, de 3,31%.

Vale ressaltar que o real acabou tendo uma ótima performance nesta quarta, melhor do que seus pares emergentes, como o peso chileno, a lira turca, o peso mexicano e o rand sul. A propósito, estas divisas também subiram no dia ante o dólar, mas de maneira menos expressiva.

E o que enfraqueceu a moeda americana no dia foi a decisão do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, em relação à política monetária do país. Em resumo, o Fed reportou que manterá a meta da taxa de juros de referência entre 0% e 0,25%, ou seja, a taxa permaneceu estável.

Ao mesmo tempo, o banco também informou que a compra de títulos seguirá no mesmo nível, de US$ 120 bilhões ao mês. De acordo com o Fed, as taxas de juros permanecerão estáveis “até que haja progressos substanciais em direção às metas de emprego máximo e estabilidade de preços do Comitê”.

Dados internos ajudam a enfraquecer dólar

Do cenário doméstico, os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) também repercutiram no dia. Em suma, o Ministério da Economia divulgou a criação de 184.140 empregos formais em março deste ano.

Por fim, não há como esquecer a CPI da Covid. A saber, a Comissão Parlamentar de Inquérito irá apurar as ações do governo federal no combate à pandemia da Covid-19. Por isso, muitos investidores ficaram atentos à CPI, uma vez que temem possíveis impactos políticos com a ação.

Leia Mais: Ibovespa tem alta firme nesta quarta (28), puxado por bancos

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