Dólar encerra julho com maior queda mensal do ano

Apesar de ter fechado em alta de 1,15% na sexta (31); em julho, a moeda norte-americana caiu 4,07%, a maior queda mensal de 2020

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Ontem (31), apesar de ter fechado o dia vendido a R$ 5,218, o dólar terminou julho com a maior queda mensal de 2020, de 4,07%. Anteriormente, só houve uma queda acima deste percentual em dezembro de 2019, quando a queda mensal foi de 5,37%.

A moeda norte-americana teve alta de 1,15% na sexta-feira em relação ao resultado do dia anterior. O resultado foi influenciado pelo último dia do mês, em que investidores compram mais divisas para fazerem pagamentos. Em 2020, a cotação do dólar comercial acumula alta de 30,04%.

No mercado de ações, o dia foi marcado por perdas. O índice Ibovespa, da B3, encerrou o dia aos 102.912 pontos, com queda de 2%. Apesar do recuo de ontem, o índice subiu 0,52% na semana e fechou julho com alta acumulada de 8,27%. A bolsa foi influenciada pela realização de lucros, quando os investidores vendem ações para embolsarem ganhos recentes, e pelo mercado externo.

Os resultados de empresas na Europa e Estados Unidos têm mostrado sinais mesclados e revisões nas perspectivas do ano. Além disso, dados recentes sobre a economia norte-americana têm preocupado sobre o risco de uma desaceleração no ritmo de retomada da maior economia do mundo.

Maior queda

Um dos motivos para a maior queda mensal do dólar é que ainda pairam no mercado de cambio as incertezas internacionais. Isto porque há preocupação sobre o crescimento de casos de covid-19 nos Estados Unidos e Europa, mas sem sinais de nova rodada agressiva de lockdowns. O motivo é o avanço no desenvolvimento de vacinas contra a covid-19 ao redor do mundo.

Sobre a área econômica, há otimismo sobre o acordo para mais estímulos da União Europeia e o anúncio do Federal Reserve (Banco Central norte-americano) sobre ajuda contra a crise.

Já aqui no Brasil, no final da tarde de ontem, o Banco Central (BC) informou que dará continuidade à política de rolagem (renovação) de contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. A partir de segunda-feira (3), o BC anunciou que rolará integralmente o lote de US$ 3,5 bilhões de contratos de swap que vencem em setembro.

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(com informações da Reuters)

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