Dólar dispara no pregão desta segunda (11) e volta a encostar em R$ 5,50

Moeda americana subiu 4,32% na semana passada

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O dólar comercial começou a semana com forte valorização frente o real. A saber, a moeda americana voltou a encostar em R$ 5,50 nesta segunda-feira, dia 11, alcançando a maior cotação intradiária desde 13 de novembro, quando chegou a R$ 5,5262. E isso acontece, principalmente, devido ao movimento global por parte dos investidores de realização de lucros. Ou seja, eles estão indicando uma preferência por resgatar valores conquistados nas últimas altas dos mercados globais.

Em resumo, a divisa americana está sendo beneficiada pela cautela, que vem dando ritmo ao tom dos mercados globais. O aumento no número de infecções e mortes provocadas pela Covid-19 continua crescendo ao redor do mundo. Os Estados Unidos, país com o maior número de casos e mortes, ultrapassou, pela primeira vez na semana passada, a marca de quatro mil óbitos no período de 24 horas. Além disso, as novas variantes mais contagiosas do coronavírus, descobertas, inicialmente, no Reino Unido e na África do Sul, continuam se espalhando rapidamente. Já a China registrou hoje (11) o maior número diário de casos desde o final de julho do ano passado.

 

Veja mais movimentos que estão contribuindo para a alta do dólar

Não há como não falar da primeira semana útil do ano, que contou com forte valorização de ativos de risco, como bolsas e moedas. Estes ativos atingiram níveis recordes nos últimos dias. Assim, há resgate de lucros, o que favorece o dólar. Como o dólar é tido por muitos como porto seguro, é compreensível que, em situações de incertezas, os investidores prefiram escolhê-lo para investir suas finanças. Aliás, a moeda americana acumulou alta de 4,32% na semana anterior, em relação ao real.

Ao mesmo tempo, também vale ressaltar a nova estimativa do mercado financeiro para a inflação em 2020 no Brasil. Em suma, houve uma leve queda na projeção, que passou de 4,38% para 4,37%. No entanto, para o ano de 2021, a estimativa apontou alta de 4,32% para 4,34%. A saber, o relatório Focus, do Banco Central (BC), que trouxe esses dados, também apontou para uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro um pouco maior que a última estimativa, passando de 4,36% para 4,37% em 2020.

 

Por fim, também não saem do radar dos investidores as incertezas relacionadas à agenda de reformas do Brasil. Dessa forma, a saúde com as contas públicas continuam pressionando o câmbio e beneficiando o dólar frente o real.

 

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