Dólar dispara nesta sexta (11) e fecha semana 1,85% mais caro

Investidores seguem à espera das reuniões dos bancos centrais dos EUA e do Brasil para definirem a política monetária de ambos os países

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O dólar comercial subiu 1,21% nesta sexta-feira (11), encerrando o pregão cotado a R$ 5,1271. Com o acréscimo deste resultado, a moeda norte-americana acumulou avanço de 1,847% na semana. No entanto, acumula perdas de 1,16% em 2021.

Nesta sexta, o que prevaleceu mais uma vez foi a expectativa em torno das reuniões do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, e do Banco Central do Brasil, que acontecerão na próxima semana. Em resumo, os encontros definirão as diretrizes da política monetária praticada em cada um dos países.

Ontem (10), houve a divulgação dos dados da inflação dos EUA, que vieram mais altos do que o esperado. Assim, muitos investidores mostraram bastante preocupação na possibilidade de o Fed elevar os juros e interromper os estímulos injetados na economia norte-americana.

Em suma, uma inflação mais alta geralmente significa que o padrão de vida da população também segue mais elevado. Por isso, o Fed pode alterar a política monetária, visando impedir mais altas da inflação. É justamente desse jeito que os juros de referência do país funcionam: quando elevados, desaquecem a economia.

No entanto, muita gente ainda acredita que o Fed permanecerá com a mesma política, de juros próximos a 0%. Aliás, a própria entidade vem afirmando repetidas vezes que não elevará os juros por enquanto. E dados sobre os pedidos de auxílio-desemprego, maiores que o esperado na semana passada, reforçam essa ideia.

Dólar também sofre influência da expectativa com a Selic

Ao mesmo tempo que os operadores seguiram atentos ao Banco Central do Brasil. A saber, o Comitê de Política Monetária (Copom) da entidade financeira também definirá a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, na próxima semana.

Da mesma forma que ocorre nos EUA, uma taxa Selic mais alta acaba elevando os demais juros praticados no Brasil. Em síntese, a Selic funciona para aquecer a economia, quando amplia a oferta de crédito, ou para desaquecê-la, limitando a quantidade de moeda em circulação.

Os últimos acontecimentos, como a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado como a inflação oficial do Brasilmostram que a Selic deverá subir já na próxima reunião do Copom. Em meio a tudo isso, o dólar disparou nesta sexta, subiu no acumulado da semana, mas deve oscilar entre ganhos e perdas até a reunião dos bancos centrais.

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