Dólar dispara 1,16% em pregão marcado pela atuação do Banco Central

A moeda americana chegou a ultrapassar R$ 5,30, mas encerrou a sessão a R$ 5,24

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O dólar comercial teve uma forte disparada de 1,16% nesta segunda-feira, dia 28, e encerrou o pregão cotado a R$ 5,2400. A moeda americana chegou a alcançar a marca de R$ 5,3113 na máxima do dia, mas perdeu força depois da intervenção do Banco Central do Brasil (BC), que realizou um leilão à vista, com a venda de US$ 530 milhões.

Em resumo, houve duas principais razões para o movimento ascendente do dólar no dia: efeito “overhedge“, que marca o ajuste das posições dos bancos em dólar, e envio de remessas internacionais pelas empresas. A saber, “overhedge” é o termo utilizado quando há proteção cambial adicional adotada por bancos. No entanto, a operação deixou de ser interessante após mudanças em regras tributárias. Assim, desfazer o “overhedge” implica em comprar dólares. Ou seja, quanto maior a procura por um produto, mais elevados os seus preços.

E, para controlar a situação, quando o dólar já estava com alta superior a 2,00% no dia, o BC anunciou um leilão de dólar no mercado à vista. Dessa forma, houve um alívio para o câmbio, que sofreu menos pressão pela moeda.

 

Veja mais detalhes da alta do dólar

Vale ressaltar o fato de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter assinado, na noite deste domingo (27), o novo plano de ajuda para a economia americana. Isso aconteceu com um atraso de quase uma semana e com pressão por parte dos congressistas de todas as alas do país. Aliás, o projeto irá ampliar os benefícios a milhões de cidadãos que estão enfrentando a pandemia da Covid-19 e seus impactos. Nesse caso, com a maior circulação de dólares nos mercados, os investidores tendem a buscar ativos de risco, como o real brasileiro. Mas, nem esta ação conseguiu segurar a disparada do dólar no dia.

 

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