Dólar despenca quase 2% com expectativa de mais moeda em circulação

O dia ficou marcado pela espera de anúncio de plano trilionário

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O dólar comercial afundou nesta quinta-feira (14). A moeda americana encerrou o pregão cotado a R$ 5,2073, após forte queda de 1,96%. O dia ficou marcado pela expectativa dos mercados globais em torno do pacote de estímulos dos Estados Unidos. E, com o aumento de moedas em circulação, a tendência é de queda. Nesse sentido, investidores se desfizeram de suas moedas, visto que o futuro indica para uma enxurrada de dólares nos mercados.

Além disso, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, anunciou que não deve aumentar os juros num futuro próximo. A saber, o Fed cortou seus juros a zero no início da pandemia da Covid-19. De lá pra cá, vem recomprando títulos e injetando trilhões de dólares nos mercados, o que faz investidores fugirem da renda fixa, apesar da crise em curso. Contudo, havia bastante receio sobre a possível redução do seu programa de compra de ativos. E o anúncio de hoje eliminou essas incertezas.

De acordo com o presidente do Fed, Jerome Powell, há chances de a economia norte-americana voltar ao nível pré-pandemia antes do previsto. Ele disse que a dívida pública americana está crescendo mais rapidamente que a própria economia. No entanto, negou que a dívida pública irá afetar a política monetária do país. Ainda segundo Powell, a política fiscal adotada pelos EUA tem sido “fundamental” durante a pandemia.

 

Veja mais detalhes da queda do dólar

Os investidores, aqui no Brasil, levaram todas essas notícias em consideração. Com isso, não havia outro movimento, se não o de queda da moeda americana. A propósito, isso aconteceu ao redor do mundo, numa trajetória descendente do dólar.

 

Por fim, no cenário doméstico, o que mais prendeu a atenção dos investidores foram as eleições à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal. O mercado mostra preferência pela vitória dos candidatos alinhados ao governo. Assim, haveria menos ruídos em Brasília. Também vale ressaltar que o presidente Jair Bolsonaro pediu a demissão do presidente do Banco do Brasil, André Brandão. Porém, o ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda tenta reverter a situação.

 

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