Dólar despenca no pregão e encerra dia abaixo de R$ 5,60

FMI eleva projeção de crescimento da economia global

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O dólar comercial encerrou o pregão desta terça-feira (6) em queda firme. Esse recuo foi puxado pelo otimismo vindo do exterior, com investidores repercutindo a divulgação de dados econômicos positivos dos EUA e da China. Além disso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento para a economia global em, elevando o ânimo dos mercados.

A saber, o dólar recuou 1,42%, encerrando o dia cotado a R$ 5,5988. Nesta terça, muitos operadores ainda repercutiam os dados divulgados pelo Departamento do Trabalho dos EUA, o payroll, na semana passada. De acordo com o relatório, houve a criação de 916 mil novos postos de trabalho no país em março. Isso fez a taxa de desemprego nos EUA recuar de 6,2% para 6%, melhor resultado desde agosto do ano passado.

Em resumo, dois principais motivos impulsionaram os resultados: vacinação contra a Covid-19 e estímulos para a economia norte-americana. No primeiro caso, já houve a administração de cerca de 143 milhões de doses no país. Com isso, 16% da população já foi totalmente vacinada, incluindo quase 50% das pessoas com mais de 65 anos.

Já em relação aos estímulos fiscais, vale mencionar o pacote de US$ 1,9 trilhão aprovado há algumas semanas para o enfrentamento dos impactos provocados pela pandemia da Covid-19. Por sua vez, na última quarta-feira (31), houve a divulgação de mais uma proposta para infraestrutura do país, no valor de US$ 2,3 trilhões.

Na China, a atividade fabril do país mostrou recuperação em março com aumento das exportações. Ao mesmo tempo, o índice mensal de manufatura do país também subiu em fevereiro, indicando expansão da atividade industrial. Em resumo, isso indica recuperação da segunda maior economia do mundo.

 

Riscos internos limitam queda do dólar

O FMI também divulgou uma nova revisão de suas projeções para a economia mundial em 2021. Segundo os dados do relatório, o Produto Interno Bruto (PIB) global deve crescer 6% neste ano, em vez dos 5,5% indicados pela última estimativa. E essa nova estimativa é reflexo do crescimento mais expressivo que os Estados Unidos devem registrar, 6,4% ante 5,1% da última projeção.

No cenário interno, os riscos políticos continuaram preocupando, principalmente por causa do Orçamento da União para 2021. Em suma, o texto aprovado no Congresso Nacional extrapola o teto de gastos. E, para respeitar este teto, o governo precisaria parar de prestar determinados serviços públicos. Caso haja o furo do teto, pode haver também implicação ao presidente Jair Bolsonaro de cometimento de crime de responsabilidade, a chamada pedalada fiscal.

Por fim, o agravamento da pandemia da Covid-19 no país preocupa todo o mundo. A saber, a crise sanitária continua superando recordes de casos e mortes quase diariamente. Os hospitais permanecem lotados, com filas enormes de pacientes esperando por um leito de enfermaria ou UTI, sem contar na escassez de insumos e equipamentos médicos. Enquanto isso, a vacinação segue num ritmo muito mais lento que o da própria disseminação do vírus.

 

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