Dólar despenca com sinalização de novo pacote trilionário dos EUA

Expectativa de mais uma enxurrada de dólares supera preocupações com a pandemia

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O dólar comercial ficou mais barato ao fim do pregão desta quarta-feira (31). A saber, o que mais enfraqueceu a moeda americana foi um novo plano financeiros dos EUA. Ao mesmo tempo, os investidores ainda repercutiram a troca de seis ministros na última segunda-feira (29) pelo presidente Jair Bolsonaro. Limitando a queda, vieram as preocupações em torno do avanço da pandemia da Covid-19 e a divulgação de dados econômicos recentes.

Em resumo, o dólar encerrou o dia 2,32% mais barato, cotado a R$ 5,6276. Aliás, esta foi a maior queda diária da moeda americana desde o último dia 10, quando a divisa tombou 2,41%. À época, pesavam no câmbio a tramitação da PEC Emergencial no Congresso Nacional e algumas declarações do ex-presidente Lula sobre o auxílio emergencial e a pandemia da Covid-19.

Por falar na pandemia, ele impediu que o recuo do dólar fosse ainda maior. Em resumo, no Brasil, a crise sanitária continua batendo recordes de casos e mortes quase diariamente. Os hospitais permanecem lotados, com filas enormes de pacientes esperando por um leito de enfermaria ou UTI, sem contar na escassez de insumos e equipamentos médicos. Enquanto isso, a vacinação ainda segue num ritmo muito mais lento que a própria disseminação do vírus.

 

Novo pacote trilionário dos EUA enfraquece dólar

Do cenário internacional, muitos investidores aguardaram novas informações sobre uma proposta de investimentos em infraestrutura nos Estados Unidos. Em síntese, o presidente Joe Biden propôs o plano, que custaria cerca de US$ 2 trilhões ao governo americano. E essa expectativa por mais uma enxurrada de dólares superou as preocupações com a pandemia e derrubou a moeda americana no dia.

Além disso, a questão política interna também ajudou a derrubar o dólar. A saber, o presidente Bolsonaro realizou a maior troca de primeiro escalão desde o início do seu governo, e isso em apenas um dia. Em suma, seis ministros deixaram seus cargos (Ministério da Defesa, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Justiça, Casa Civil, Advocacia Geral da União (AGU) e Secretaria de Governo). E essas mudanças foram bem vistas pelos operadores, pois indicam uma melhora da relação entre governo federal e Congresso Nacional.

Por fim, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) também divulgou dados sobre a confiança empresarial. O indicador caiu mais uma vez, emendando o sexto mês seguido de queda. Dessa forma, atingiu o menor nível desde junho do ano passado. E a crise sanitária é a maior razão para este dado.

 

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