Dólar cai 1,00% nesta terça (29), devolvendo parte dos ganhos da véspera

Otimismo externo e poucos fatores domésticos relevantes aliviaram o câmbio no dia

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O dólar comercial fechou o pregão desta terça-feira, dia 29, cotado a R$ 5,1878, após queda firme de 1,00%. Com isso, a moeda americana devolveu parte dos ganhos de ontem (28), quando subiu 1,16%, impulsionada pelos fluxos de compra para os bancos realizarem ajustes em suas posições de “overhedge”.

Em resumo, “overhedge” é o termo utilizado quando há proteção cambial adicional adotada por bancos. No entanto, vale ressaltar que a operação deixou de ser interessante após mudanças em regras tributárias. Assim, desfazer o “overhedge” implica em comprar dólares. Ou seja, quanto maior a procura por um produto, mais elevados os seus preços. E isso aconteceu ontem, quando o dólar teve forte apreciação frente o real.

Hoje, com o otimismo externo e um cenário doméstico sem grandes notícias, o câmbio respirou bem mais aliviado. Por exemplo, ontem, para controlar a situação, quando o dólar já estava com alta superior a 2,00% no dia, o Banco Central (BC) anunciou um leilão de dólar no mercado à vista. Dessa forma, conseguiu segurar o ímpeto da moeda americana, que fechou a sessão com uma elevação bem menor.

 

Veja mais detalhes das variações do dólar

No ano, o dólar acumula apreciação de 29,38% em relação ao real brasileiro. Por outro lado, no mês de dezembro, a moeda tem perdas de 2,97%, seguindo a retração de mais de 6% registrada em novembro. Isso indica que a divisa americana vem perdendo força com o passar do tempo, depois da super valorização que conquistou desde a decretação da pandemia da Covid-19.

Por fim, a assinatura do novo plano de ajuda para a economia americana, que aconteceu na noite do dia 27, ainda repercute nos mercados. O projeto irá ampliar os benefícios a milhões de cidadãos que estão enfrentando a pandemia da Covid-19 e seus impactos. Nesse caso, com a maior circulação de dólares nos mercados, os investidores tendem a buscar ativos de risco, como o real brasileiro. E o dólar, tido como porto seguro, vai ficando de lado.

 

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