Dólar alcança maior valor em quase quatro meses, superando R$ 5,60

Dia fica marcado por menor apetite a ativos de mercados emergentes

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O dólar comercial encerrou o pregão desta sexta-feira (26) subindo 1,67%. Assim, a divisa americana fechou o dia cotada a R$ 5,6047. Aliás, este é o maior nível desde 4 de novembro (R$ 5,6543), ou seja, quase quatro meses atrás. E isso aconteceu num dia marcado pelo estresse global com a elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA. Além disso, avaliações sobre os riscos fiscais e políticos do Brasil continuaram no radar dos investidores.

Em resumo, a semana vem sendo marcada pela elevação da inflação nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, há uma escalada das taxas de juros de títulos soberanos norte-americanos, os Treasuries. A saber, Jerome Powell, o presidente do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA, reforçou durante a semana que o Fed continuará com a política monetária vigente. Assim, as taxas permanecerão frouxas até as metas de inflação e emprego alcançarem o nível definido pela instituição financeira. No entanto, o nível de estresse dos mercados continua muito elevado, pois os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA continuam subindo.

 

Cenário doméstico ajuda a impulsionar dólar

Já no âmbito interno, não há como esquecer os riscos fiscais do Brasil. O retorno do auxílio emergencial aumenta a preocupação sobre a saúde fiscal do país, que está mal das pernas há tempos. O medo, nesse caso, envolve o teto de gastos, tido como a âncora fiscal do país atualmente, e o impacto que essas novas rodadas do benefício causarão nos cofres públicos. E, claro, qual mágica precisará ser feita para que as despesas caibam dentro do teto de gastos, sem pedaladas fiscais ou excepcionalidades.

Por fim, vem a questão política do país para enfraquecer ainda mais o real. As interferências recentes de Bolsonaro na Petrobras estão provocando bastante desgaste político desde a semana passada. E, nesta sexta (26), o presidente do Banco do Brasil, André Brandão, supostamente pediu demissão do cargo. Há algum tempo, ele e o presidente Bolsonaro vêm apresentando divergências. No entanto, vale ressaltar que não há um pedido formal de demissão. Aliás, o próprio Banco do Brasil informou, após o fechamento da sessão, que não houve pedido de renúncia de André Brandão. Mas isso não conseguiu acalmar os mercados.

 

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