Dez meses depois de lançar sistema, SP disponibilizará dados de Covid-19 em escolas

Divulgação do número de casos e mortes pela doença deve ser feita na próxima semana

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Nesta quarta-feira (13), o governo de São Paulo anunciou que divulgará os dados de casos e mortes por Covid-19 relacionados a escolas públicas e privadas do estado. O anúncio foi feito cerca de dez meses depois da criação do Simed (Sistema de Informação e Monitoramento da Educação).

Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, o governo paulista informou também que a presença dos alunos será obrigatória nas escolas estaduais e privadas a partir de segunda-feira (18).

“Vamos divulgar na semana que vem um BI [business intelligence], que vai ser automático e terá todos os casos acompanhados pela escola. Será automatizado, qualquer cidadão, vocês da imprensa, poderá acompanhar caso a caso”, explicou o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares.

Segundo o decreto estadual que criou o Simed, as escolas públicas e privadas de São Paulo tem obrigação de atualizar frequentemente os dados de Covid-19 correspondentes a alunos e funcionários. Caso tais dados não sejam atualizados, as instituições podem ser multadas.

Maioria dos casos de Covid-19 em SP são fruto de infecções fora das escolas

Até momento, o governo paulista divulgou apenas dois boletins com dados do Simed, um em março e outro no mês de abril, o que causa estranheza, pois o estado atualiza diariamente os dados de vacinação, casos e mortes por Covid-19.

De acordo com Rossieli, o número de casos entre professores da rede de ensino é menor do que os índices registrados por trabalhadores fora das escolas. “Em março, a incidência era de 44 casos para cada 100 mil habitantes e na primeira semana de setembro, era de sete para cada 100 mil”, explicou o secretário.

Segundo o secretário, a maioria das infecções pelo novo coronavírus em estudantes ou funcionários da Educação acontecem fora das escolas. “Sabemos disso, porque monitoramos cada passo”, justificou Rossieli.

Quando um aluno ou funcionário testa positivo para Covid-19, o protocolo sanitário recomenda o afastamento e monitoramento do infectado por 14 dias, além de monitorar também as pessoas com que o paciente teve contato.

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