Desemprego no 3º trimestre de 2020 é o maior da série histórica, aponta IBGE

A taxa de desocupação subiu em 10 unidades federativas e manteve estabilidade nas outras 17

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O desemprego no Brasil bateu recorde no terceiro trimestre de 2020. É o que aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em resumo, houve uma elevação de 1,3 ponto percentual (p.p.) na comparação com o trimestre anterior, de abril a junho (13,3%). Ou seja, a taxa de desocupação do país subiu para 14,6%, maior nível da série histórica iniciada em 2012. O IBGE divulgou as informações nesta sexta-feira, dia 27. 

 

Desocupação sobe em 10 entes federativos 

Além disso, o levantamento mostrou que o desemprego subiu em 10 unidades federativas. A saber, o estado da Paraíba apresentou a maior alta do período, de 4,0 p.p. Em seguida vieram Amapá e Pernambuco, locais onde o desemprego cresceu 3,8 p.p. Ainda segundo o IBGE, a Bahia registrou a maior taxa de desocupação do país, com um expressivo nível de 20,7%. Completando o top cinco, ficaram Sergipe (20,3%), Alagoas (20,0%), Rio de Janeiro (19,1%) e Pernambuco (18,8%), cujos percentuais de desemprego superaram a média nacional. 

Por outro lado, os menores patamares de desocupação do país foram registrados em Santa Catarina (6,6%), Mato Grosso (9,9%), Paraná (10,2%) e Rio Grande do Sul (10,3%). As outras unidades da federação que tiveram uma taxa menor que a do Brasil foram: Pará (10,9%), Rondônia (11,4%), Mato Grosso do Sul (11,5%) Tocantins (12,2%), Piauí (12,8%), Goiás (13,2%), Minas Gerais (13,3%), Espírito Santo (13,9%) e Ceará (14,1%). 

 

Entenda a PNAD Contínua 

De acordo com o IBGE, a PNAD Contínua acompanha as variações trimestrais e a evolução da força de trabalho no Brasil. Isso acontece em médio e longo prazo através de coleta, em âmbito nacional, de informações necessárias para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país. Em suma, a implantação da PNAD Contínua aconteceu em outubro de 2011, alcançando o caráter definitivo em janeiro de 2012. 

Por fim, vale ressaltar que a PNAD também divulga informações mensais e anuais, além das trimestrais. Dessa forma, tende a abranger os mais variados temas relacionados à força de trabalho no país em diferentes períodos. 

 

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2 Comentários
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