Desemprego foi maior entre trabalhadores do comércio, aponta IBGE

Cerca de 2 milhões de trabalhadores do comércio perderam o emprego entre abril e junho; em seguida, vêm a indústria e os serviços domésticos

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os números do desemprego e apontou que, no segundo semestre, os trabalhadores do comércio foram os que mais perderam postos de trabalho formal.

No período de abril a junho, 2,1 milhões de trabalhadores do comércio ficaram desempregadas. Na comparação trimestral, houve uma queda de 12,3% no total de pessoas empregadas no comércio. Especificamente na categoria alojamento e alimentação, a redução atingiu 1,3 milhão de pessoas, uma queda de 25,2% no setor.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a pesquisa, a taxa oficial de desemprego subiu para 13,3% no trimestre encerrado em junho e o número de pessoas desempregadas chegou a 12,8 milhões.

Nos outros setores da economia, houve destaque para o número de desempregados na construção. Foram 1,1 milhão de trabalhadores a menos, o que representa uma redução de 16,6% na ocupação. Em seguida vem o setor de serviços domésticos, com queda de 21,1%, um total de 1,3 milhão de pessoas.

Outros dados do IBGE

A Pnad Contínua mostrou, ainda, que os desalentados chegaram ao mais alto nível da série histórica. Ou seja, as pessoas que desistiram de procurar ocupação. No total, foram registradas 5,7 milhões de pessoas nesta condição, um acréscimo de 19,1% em relação ao trimestre anterior.

Além disso, o número de postos de trabalho com carteira assinada no setor privado chegou ao mais baixo patamar da série histórica. Atualmente, são 30,2 milhões de pessoas empregadas formalmente. Houve queda de 8,9% na comparação com o trimestre anterior, que corresponde a 2,9 milhões de pessoas.

Por outro lado, também foi registrada queda de 9,8% em relação aos empregadores, que hoje somam 4 milhões de pessoas.

Já no serviço público, houve aumento de 6,1% no número de empregados, incluindo servidores estatutários e militares, chegando a 12,4 milhões.

O IBGE também mensurou o contingente de empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada. Houve queda de 2,4 milhões de pessoas, totalizando 8,6 milhões no trimestre encerrado em junho.

Informalidade

Do mesmo modo, diminuíram em 10,3% os trabalhadores por conta própria e, agora, somam 21,7 milhões de pessoas, 2,5 milhões a menos do que no primeiro trimestre do ano. Já entre os trabalhadores informais, os empregadores sem CNPJ tiveram queda de 16,9%, totalizando 665 mil pessoas nessa situação.

De acordo com o IBGE, com menos trabalhadores informais, que tem remunerações menores, o rendimento médio habitual aumentou 4,6% no segundo trimestre, chegando a R$ 2,5 mil, o maior desde o início da série histórica. Todavia, com o aumento da desocupação geral, a massa de rendimento real teve redução de 5,6%, com uma perda de R$ 12 bilhões.

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(com informações da Agência Brasil)

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